Como aproveitar a planta de maconha inteira, das folhas ao talo
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Como aproveitar a planta de maconha inteira, das folhas ao talo

Extração, comestíveis, tinturas, composto e até papel: o que fazer com cada sobra da colheita para não jogar nada fora.

POR Redação CosechaLibre5 MIN DE LEITURA

Dá para aproveitar a planta de maconha inteira: as sobras da manicure e os buds pequenos viram extração (dry, ice hash ou com solvente), comestíveis, tinturas e cremes; as folhas grandes, os galhos e o resto vão para a composteira e voltam como adubo; e os talos podem até virar papel artesanal. Depois de meses gastando água, luz e paciência, jogar fora é desperdício.

Quem cultiva sabe: com o passar dos meses e das colheitas, sobra muita coisa. Buds pequenos que vão ficando e caindo, folhinhas cheias de tricomas da manicure, o farelo do fundo dos potes onde você guarda a colheita, ou aqueles buds que não te agradaram.

Por isso hoje a gente te conta o que fazer com essas sobras para não desperdiçar nada da planta.

O que fazer com os restos da planta de maconha?

Aproveitar os restos da colheita pode parecer missão impossível. Mas eles têm vários usos que deixam você curtir, cada um do seu jeito, os buds, talos, flores e tudo mais que sobrou.

Extração com as sobras de maconha

Achou os restos da colheita, folhas da manicure com resina e buds pequenos, e não sabe o que fazer ou ia jogar fora? Melhor usar numa extração e continuar aproveitando a sua colheita.

Existem inúmeros métodos de extração para fazer concentrados dos princípios ativos da cannabis. A escolha depende do material que você tem, da qualidade ou quantidade de extração que quer obter, do dinheiro que vai investir e por aí vai. Com esses fatores na cabeça, você escolhe um método ou outro.

Extrações de cannabis: rosin e BHO

Tipos de extração que dá para fazer com os restos da colheita

Dá para dividir as extrações em dois grandes grupos: as sem solvente e as com solvente.

Extrações sem solvente

Nas extrações sem solvente, nenhuma substância é usada para dissolver e arrastar a resina: tudo é feito por métodos mecânicos. Nesse grupo há algumas técnicas:

Extração a seco: é um tipo tradicional de extração de cannabis em que os tricomas são separados do material vegetal sem solvente nenhum, só com ação mecânica. Para isso, você precisa de buds de maconha, uma tela e movimento para os tricomas se soltarem. É daí que sai o famoso dry.

Extração com água: outro tipo de extração, feita com água e gelo, menos conhecida e tradicional que a extração a seco. A técnica funciona porque o frio deixa os tricomas quebradiços e eles se soltam das folhas e dos buds com movimentos mecânicos.

Extrações com solvente

As extrações com solvente usam substâncias para tirar o conteúdo dos tricomas.

Cozinhar com maconha

Para fazer comestíveis de maconha, dá para usar flores, buds pequenos e afins. Logo se percebe que é uma das formas mais saudáveis de consumir maconha, porque não tem fumaça, mas também uma das que dão o efeito mais potente.

Qualquer comestível feito com maconha demora mais para bater (uns 30 a 60 minutos), mas quando bate, é bem mais do que parece, e pode ser até mais forte que fumar ou vaporizar.

Só que, para o comestível ter aquele efeito característico que pode te deixar bem chapado, o ideal é descarboxilar a maconha ou a extração que vai usar na receita. Quando você fuma ou vaporiza, a descarboxilação acontece pelo próprio calor.

Para fazer comestíveis, as sobras da manicure e os buds pequenos funcionam perfeitamente.

Tinturas e cosméticos

Além das extrações mais comuns que a gente contou, com a colheita você também pode fazer tinturas e cosméticos de cannabis.

Dá para fazer macerados (tinturas ou séruns), com flor de maconha e/ou extrações. Também uma base de azeite de oliva ou óleo de coco, e até todo tipo de creme, muito procurados por quem sofre com dor nas articulações e dor crônica.

Composto caseiro com folhas de maconha

Se você não curte muito cozinhar com cannabis, a outra saída é jogar as folhas na sua composteira e aproveitar os nutrientes num próximo cultivo. Assim você descobre o que fazer com as folhas de cannabis, reduz o uso de fertilizante químico e devolve à terra folhas, galhos e tudo mais, sem gerar lixo onde na verdade tem uma fonte de vida.

E, se você fizer um composto caseiro, vai ver que esse é o jeito mais simples de ter um cultivo orgânico. O mais incrível é ver como a natureza devolve uma terra excelente para cultivar maconha.

Papel feito de cânhamo

Papel de cannabis

Dá um pouco de trabalho e não é tão simples, mas os galhos e talos da maconha podem virar papel e ajudar a reduzir o corte de árvores no planeta. Você só precisa de uma tela mosquiteiro grampeada numa moldura de madeira, para ter uma superfície plana onde coar a polpa dos talos, e de um liquidificador.

Esses e muitos outros usos dá para tirar da planta de maconha. Como você viu, é uma planta versátil, que se aproveita sem desperdiçar nada, até o que parece lixo. Onde mais você acharia uma planta assim? Difícil, né? Então o melhor é aproveitar tudo o que ela oferece e testar todas as possibilidades.