Blunt ou baseado? Vantagens, desvantagens, sabor e se vale usar piteira
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Blunt ou baseado? Vantagens, desvantagens, sabor e se vale usar piteira

A folha de tabaco muda a queima, o gosto e o efeito: veja os prós e contras do blunt antes de trocar a seda, e quando a piteira faz sentido.

POR Redação CosechaLibre5 MIN DE LEITURA

Blunt ou baseado? A diferença está no envoltório: o blunt é enrolado em folha de tabaco, como a de um charuto, e não em seda. Por isso queima mais devagar, leva mais erva e tem gosto e fumaça mais fortes — mas também traz tabaco e nicotina junto, o que pesa contra. Bolar um é questão de prática, e a piteira pode ajudar.

No fundo, o blunt é parecido com um baseado: é um cigarro de maconha. O que muda tudo é a capa, feita de folha de tabaco, igual à dos charutos, no lugar da seda comum.

Blunt de maconha enrolado em folha de tabaco

Essa capa é o que dá ao blunt boa parte das suas características: sabor, aroma, efeito e tempo de queima.

Muita gente que fuma com frequência escolhe o blunt por vários motivos: cabe mais erva, a queima é lenta e uniforme, e ele chama atenção na roda.

Se você nunca fumou um, bolar um blunt pode parecer um desafio. Mas não é nada de outro mundo, e aqui a gente te conta como fazer.

Vantagens e desvantagens do blunt em relação ao baseado

Tem quem só fume blunt e tem quem guarde para ocasiões especiais. De qualquer jeito, vale conhecer os prós e contras antes de trocar a seda pela folha de tabaco.

Vantagens:

  • Queimam devagar.
  • São ótimos para dividir numa roda grande.
  • O tabaco é conhecido por dar uma sensação estimulante, mais elétrica.
  • Dá para achar capas de vários sabores.

Desvantagens:

  • O tabaco faz mal à saúde.
  • O tabaco e os sabores podem mascarar o gosto da erva.
  • A fumaça pode ser mais pesada.
  • Aprender a bolar direito leva um tempo.

Como bolar um blunt em 8 passos

Passo 1: dichave a maconha

Antes de começar a enrolar, deixe tudo preparado. A erva tem que estar dichavada e pronta, para que, depois de abrir e limpar a folha de tabaco, você já vá direto para o enrolar.

Para uma dichavada mais uniforme, use um dichavador. Se não tiver, separe a maconha com cuidado com os dedos, tentando deixar pedacinhos pequenos e do mesmo tamanho.

Passo 2: escolha a capa

A escolha da capa é decisiva e pode mudar a experiência. Se você está começando a bolar, teste várias marcas e, por que não, capas com sabor.

Passo 3: abra o charuto

O ideal é usar uma lâmina de barbear ou um estilete afiado para cortar o charuto ou cigarrilha ao meio, no sentido do comprimento, de forma limpa e precisa. Dá para fazer com as mãos, com cuidado para não rasgar nem trincar a folha. Depois de aberto, esvazie e jogue fora o tabaco de dentro, ou guarde para outro uso.

Passo 4: umedeça a capa

Umedeça a folha de leve, com água ou saliva. Sem encharcar: a ideia é deixar flexível sem que se desmanche. Água ou um pincel molhado resolvem.

Passo 5: coloque a maconha na capa

Segure a folha com uma mão, normalmente a que você usa menos, fazendo um U com o indicador e o polegar. Coloque a maconha dentro, deixando espaço suficiente para enrolar um cilindro que cubra toda a erva.

Maconha dentro da folha do blunt

Passo 6: enrole o blunt

Com as duas mãos, balance a capa devagar para frente e para trás para compactar e nivelar a maconha. Depois, leve uma borda da folha para cima e por cima da erva, encaixando por baixo do lado oposto. A capa tem que cobrir a maconha inteira.

Passo 7: feche o blunt

Umedeça a borda de cima com saliva e aperte sobre a outra borda para selar. Confira se a costura ficou fechada de ponta a ponta.

Passo 8: acenda e curta

Chegou a hora mais esperada: acender uma ponta do blunt e curtir.

O blunt tem gosto mais forte que o baseado?

Com a seda certa, o baseado só deveria ter o gosto da erva que está dentro. O blunt, por outro lado, tem sabor e fumaça mais intensos, em boa parte por causa da capa grossa de tabaco.

Como o tabaco e a nicotina já têm um gosto mais encorpado por natureza, isso fica ainda mais marcado. E a maioria das folhas de blunt é aromatizada, o que intensifica o sabor mais um pouco.

Blunt com piteira: vale a pena?

Quem bola blunt há anos talvez te diga para não usar piteira, mas os tempos mudaram e muita gente quer as vantagens do blunt sem aquela fumaça desagradável na boca.

A piteira é uma pecinha que vai na ponta por onde se fuma o baseado ou o blunt (parecida com o filtro do cigarro). Ela ajuda a reter parte das substâncias tóxicas e cancerígenas da fumaça, mantém o blunt firme e impede que pedaços de erva entrem na boca ao puxar.

Dá para fazer uma piteira simples enrolando um pedaço de papel-cartão, ou comprar pronta, de vários materiais (até de palha de milho). Algumas têm sabor. As piteiras de vidro também são populares porque são reutilizáveis. Cada tipo filtra de um jeito, então pesquise e veja qual combina mais com você.

Aprender a bolar um blunt não é difícil. Como tudo na vida, é tentativa e erro até achar o jeito mais confortável para você. Bora tentar o seu?