Clonagem de maconha: o que é, por que clonar e como se faz
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Clonagem de maconha: o que é, por que clonar e como se faz

Como copiar uma planta campeã, escolher a mãe certa e por que tanto grower troca semente por clone.

POR Redação CosechaLibre6 MIN DE LEITURA

Clonagem de maconha é tirar um galho de uma planta de cannabis em fase vegetativa e fazer esse pedaço enraizar até virar uma planta nova, geneticamente idêntica à planta-mãe. É propagação vegetativa: sem semente, sem loteria genética. O que a mãe tem de bom, o clone herda.

É por isso que tanto grower caseiro quanto produtor grande clona: as plantas novas saem com o mesmo perfil de canabinoides, a mesma potência, o mesmo sabor e o mesmo aroma da mãe. Quando você acha uma genética fora da curva, clonar é o jeito de guardar e multiplicar essa planta e ter colheitas parelhas e de qualidade, rodada após rodada.

Clones de maconha enraizando no cultivo

Clone de maconha: o que é a clonagem, afinal?

Clonagem é o processo de criar uma cópia genética idêntica de um organismo. Na horticultura, e no cultivo de maconha em particular, clonar é cortar a ponta de um galho (o ápice, com um broto ou um par de folhas novas) de uma planta em vegetativo e induzir esse caule cortado a soltar raiz. O pedaço vira uma planta nova e independente.

Na prática, todos os clones (ou estacas) tirados de uma mesma planta-mãe crescem do mesmo jeito, desde que recebam as mesmas condições de cultivo.

Por que todo cultivador acaba aprendendo a fazer clone?

Como os clones têm DNA idêntico ao da mãe, o sabor, o efeito e as outras qualidades que você gostou nela se repetem nas plantas novas. Isso dá muito mais consistência do que cultivar a partir de semente, mesmo com genéticas bem estabilizadas.

O processo é parecido para quase qualquer planta; o termo “clonagem” é que pegou mais no mundo da maconha. Um detalhe: em lugares onde o cultivo de cannabis tem restrição legal, vale falar em “estaca” ou “muda” quando você for comprar material numa loja de jardinagem. É o nome que todo jardineiro usa e não chama atenção à toa.

Como escolher a planta-mãe para clonar

Escolher a planta-mãe certa é o passo mais importante de toda a clonagem. O motivo principal para eternizar uma genética, ou pelo menos esticar bem a vida útil dela, é que ela valha a pena: que seja uma variedade com valor de verdade.

Cultivadores e breeders costumam escolher mães por uma lista de qualidades: produtividade, altura, velocidade de crescimento, potência, tempo de floração, sabor e efeito.

Também entram critérios mais específicos, como teor alto de CBD (cada vez mais procurado no uso medicinal) ou resistência ao frio, que faz toda a diferença para quem cultiva em região de inverno pesado.

Quando as plantas vêm de sementes, é difícil prever como uma candidata a mãe vai se sair antes de ela florir. Por isso a dica é tirar clones das plantas de semente que já estão há algumas semanas no vegetativo.

Esses clones são enraizados e vão direto para o fotoperíodo de 12/12 (12 horas de luz, 12 de escuro) para florir. Assim você avalia como cada uma floresce e escolhe como mãe a planta que deu os clones mais promissores. As mães escolhidas ficam para sempre em vegetativo, produzindo clones para os próximos ciclos.

Por que cultivar maconha a partir de clones?

Quem começa a cultivar maconha tem duas portas de entrada: semente ou clone. Começar pelos clones tem vantagens bem concretas:

Vantagens de plantar clones de maconha

  1. Ciclo mais rápido: com clone você pula a germinação, uma das etapas mais críticas e arriscadas do cultivo, porque a plântula recém-nascida é muito frágil.
  2. Custo menor: cultivar a partir de clones sai mais barato, porque você não precisa comprar sementes, que nos bancos de sementes costumam custar caro. Só precisa saber fazer um corte bem feito.
  3. Só plantas fêmeas: clone de fêmea é sempre fêmea, então acabou a neura de identificar e arrancar macho. Com semente, a galera costuma usar feminizadas para reduzir o risco, mas mesmo assim tem que esperar até a segunda semana de floração para ter certeza. Com clone, essa etapa some e toda planta produz.
  4. Mais colheitas por ano: sem a germinação, você ganha algumas semanas em cada ciclo, o que pode render uma colheita a mais, tanto no indoor quanto no outdoor. O cultivo fica mais eficiente e a produção total sobe.

Como fazer clone de maconha passo a passo

Fazer clone é a técnica mais usada para replicar as características de uma planta-mãe. Olha o passo a passo:

1. Escolha a planta-mãe

Primeiro, escolha uma planta-mãe ou qualquer planta que ainda esteja no vegetativo. Prefira uma com vigor, floração rápida e boa produtividade. Não se contente com menos: clone bom só sai de planta boa.

Mudas de maconha em vegetativo

2. Separe o material

Antes de começar, deixe tudo à mão:

  • Tesoura afiada e esterilizada
  • Enraizador em gel
  • Meio de enraizamento (turfa, lã de rocha etc.)
  • Propagador (estufinha de clones)

3. Corte o galho

Com a tesoura, corte um galho saudável da planta-mãe. Os galhos de baixo são os mais indicados: costumam enraizar bem e, se algum não vingar, a mãe ainda tem material de sobra. Tire o galho inteiro e retire as folhas de baixo para o ar circular melhor.

4. Prepare a estaca

Deixe as estacas com um tamanho bom, em geral menos de 10 cm. Tire caules e folhas que sobram e fique só com o essencial. Faça um corte em diagonal, a 45°, logo abaixo de um nó, para aumentar a área de enraizamento. Depois mergulhe a ponta cortada num pratinho ou tampinha com hormônio enraizador e deixe ali por 3 segundos.

5. Plante a estaca

Faça um furinho na terra do vaso com um lápis ou um prego. O substrato tem que estar úmido. Coloque a estaca no furo com cuidado e aperte a terra em volta, de leve, para garantir o contato. Regue pouco, se precisar, sem encharcar o vaso.

6. Pode as folhas

Corte mais ou menos um terço das folhas grandes (as folhas em leque) que sobraram. Essa poda é essencial: transforma o galho numa planta em miniatura, que joga a energia toda na formação de raiz.

Em 1 a 3 semanas, os clones de maconha devem estar enraizados. Esse método é mais rápido e eficiente do que começar o cultivo pela semente, e garante uma cópia exata das características da planta-mãe.