Como bolar um beck no carro em movimento (sendo o passageiro, claro)
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Como bolar um beck no carro em movimento (sendo o passageiro, claro)

Dichavador, bandeja no colo e mão firme no balanço: o passo a passo do beck no banco do passageiro e por que o motorista fica de fora.

POR Redação CosechaLibre8 MIN DE LEITURA

Para bolar um beck no carro em movimento, a regra número um é: quem bola é o passageiro, nunca quem dirige. Com a erva já dichavada antes de sair, uma bandeja de bolar no colo e movimentos curtos e firmes, dá para driblar o balanço e o espaço apertado. E quem está no volante fica de fora da brisa.

Neste guia você encontra dicas e técnicas para bolar um baseado com eficiência e segurança no banco do passageiro. Seja numa viagem longa de estrada ou num rolê pela cidade, elas vão te ajudar a curtir sem perrengue.

Pessoa bolando um baseado

O que você precisa para bolar um beck?

Antes do passo a passo, a lista do que você vai precisar:

  • Sua genética de erva favorita
  • Seda
  • Piteira
  • Caneta ou algo parecido, para socar o beck
  • Dichavador
  • Bandeja de bolar

Passo a passo para bolar um baseado

Sem enrolação, é assim que se bola um beck tradicional.

Passo 1: Dichavar a maconha

Se a maconha for de qualidade, assim que você pegar o bud vai sentir o cheiro doce que ele solta. Dá para dichavar na mão, mas o ideal é usar um bom dichavador para chegar na consistência certa.

Assim você ganha tempo e não fica com os dedos grudentos demais para mexer na seda depois. O bud tem que virar pedacinhos pequenos, mas não pó, para o ar passar bem e a queima ficar no ritmo certo.

Passo 2: Fazer a piteira

A piteira é basicamente o filtro do baseado. Tem quem diga que é desnecessária ou opcional, mas a gente recomenda sem pensar duas vezes. A piteira:

  • Garante que a ponta do beck fique aberta
  • Evita que você queime os dedos ou os lábios
  • Impede que a erva caia
  • Mantém o formato do beck firme
  • Melhora a passagem de ar, deixando a puxada mais suave

Dá para fazer piteira de papelão ou de papel firme, tipo o de cartão de visita. Para beck de seda longa, uma piteira de uns 5,5 x 1,7 cm resolve. Também dá para comprar papel próprio para piteira, e muitas sedas já vêm com algumas.

Muita gente enrola a piteira como um cilindro simples, mas isso deixa um buraco por onde a erva pode passar na hora de fumar ou até cair. Por isso vale fazer umas dobrinhas em sanfona numa ponta antes de enrolar o resto. Faça quantas dobras quiser, mantendo a largura que você quer para a piteira.

Passo 3: Encher o beck

Tem muito tipo de seda por aí. A gente recomenda seda de cânhamo orgânico, que é fina mas resistente, queima por igual e não interfere no aroma da genética. Muitas já vêm com piteiras de papelão.

Pegue a seda e segure de um jeito que o lado da cola fique virado para baixo e a dobra fique virada para você. Dobre a seda de leve no sentido contrário e vá ajeitando entre os dedos até chegar no formato que você quer. Coloque a erva sobre a seda com uma mão, distribuindo de forma que fique menos na ponta onde vai a piteira.

No fim, o beck deve ter formato de cone. O reto é mais fácil de bolar, então vale para as primeiras vezes. Mas, no fim das contas, o cone dá uma fumada mais suave.

Passo 4: Enrolar o beck

Segurando a seda com a erva, comece a enrolar de leve, mexendo os dedos da esquerda para a direita para espalhar a erva por igual.

Coloque a piteira do passo 2 numa das pontas e comece a enrolar. Mantenha os dedos perto da piteira: quanto mais juntos, melhor. Role a seda para frente e para trás até a borda passar por cima da piteira. Você está a um passo do beck perfeito!

Para facilitar, use uma bandeja de bolar de madeira. Ela tem o tamanho certo para bolar e segura qualquer pedacinho de erva que cair. Assim você nem precisa de mesa: é só apoiar a bandeja no colo, o que no carro faz toda a diferença.

Passo 5: Lamber e fechar a seda

Quando já tiver enrolado o suficiente para o formato do beck aparecer, é hora de fechar. Continue rolando entre os dedos até a seda ficar esticada e a borda dobrar fácil com a ponta dos dedos. Enrole até o lado da cola ficar levemente encaixado por baixo do lado sem cola.

Depois, passe a língua por toda a parte de fora para a cola fechar as laterais, deixando a ponta aberta. Dobre e feche devagar e com cuidado ao longo de todo o beck. Para não fumar papel demais, dá para queimar a sobra depois de fechado.

Não aperte demais, senão fica difícil puxar. Mas, se ficar frouxo, queima torto ou rápido demais.

Piteiras de cânhamo para baseado

Passo 6: Socar o beck

Para garantir uma queima suave e por igual, agora é hora de socar. Use uma caneta (ou qualquer coisa que sirva) para empurrar a erva com cuidado pela ponta aberta. Dá também para colocar o que caiu no processo, ou guardar para depois.

Segurando o beck na vertical pela ponta da piteira, dê umas batidinhas leves numa superfície plana para assentar a erva e firmar a piteira no lugar.

Passo 7: Torcer a ponta do beck

Feche a ponta aberta torcendo a sobra da seda, como um pavio de vela. Assim não tem como cair erva nenhuma. Se não for fumar na hora, dá para guardar o beck desse jeito.

Na hora de fumar, é só acender pela ponta torcida.

Passo 8: Acender e curtir

Pronto, agora é curtir a sua erva. Não tem mais nada entre você e a maconha que você acabou de bolar. É só acender e aproveitar. O beck é mais gostoso logo que acende.

Por isso, tente fumar inteiro de uma vez para não ter que reacender. Reacender estraga o sabor, e a ideia é aproveitar cada tragada e tirar o máximo dos seus buds.

Passo 9: Passar o beck

Para a experiência ficar ainda melhor, divida com a galera. Além de não precisar reacender, você curte de verdade o aroma e o efeito enquanto espera a sua vez. E, convenhamos, a brisa é muito mais divertida em boa companhia, então está tudo pronto para um bom rolê (com o motorista de fora, claro)!

Seguindo esses passos, você bola um beck perfeito, curte sua erva favorita e divide um bom momento com os amigos. Bom proveito!

Dirigir chapado: o que um estudo revelou sobre maconha no volante

Num estudo de 2019 com 790 usuários de maconha medicinal, um em cada cinco admitiu ter dirigido “muito chapado”, e 56% disseram ter pegado a estrada menos de duas horas depois de uma dose. Como isso afeta a capacidade de dirigir?

Thomas Marcotte, codiretor do Centro de Pesquisa em Cannabis Medicinal da Universidade da Califórnia em San Diego, afirma: “Está claro que a cannabis pode diminuir a capacidade de dirigir”. Segundo as pesquisas, a maconha interfere em habilidades vitais ao volante, como tempo de reação, concentração, capacidade de manter o carro na faixa e percepção de tempo e distância.

A cannabis aumenta em até catorze vezes o risco de acidente e dobra as chances de uma batida fatal.

Os riscos de dirigir sob efeito de maconha

Que dirigir chapado é perigoso, quase ninguém discute; o difícil é determinar se um motorista está “chapado”. Marcotte explica que, ao contrário do álcool, não existe um teste simples, como o bafômetro, para saber se alguém não tem condições de dirigir por causa de drogas.

Também não há consenso sobre quanta cannabis (ou de que potência) torna o motorista um perigo no volante. A quantidade de THC no sangue, no hálito ou na saliva não tem relação direta com a perda da capacidade de dirigir.

Além disso, depende da experiência da pessoa com a cannabis e de quanta tolerância ela já desenvolveu.

THC x álcool: por que a conta é diferente no volante

“O THC não é como o álcool”, diz Marcotte. “Os níveis de THC no sangue têm pouco a ver com a perda das habilidades do motorista. Diferente do álcool, que fica horas na corrente sanguínea e vai embora de forma linear, o THC é absorvido rápido pelas gorduras do corpo, incluindo o cérebro.

Os níveis de THC no sangue sobem e depois caem bastante entre 30 e 60 minutos depois de fumar ou vaporizar, enquanto os efeitos no cérebro podem continuar. Em quem usa com frequência, níveis baixos de THC podem ficar no sangue por horas, dias ou semanas, sem necessariamente afetar a direção.”

Comestíveis e direção

Marcotte também aponta que, com comestíveis, é ainda mais difícil relacionar o nível de THC no sangue com a perda da capacidade de dirigir. Os efeitos no cérebro aparecem mais tarde e duram muito mais do que quando se fuma ou vaporiza.

Bolar beck no carro: a conclusão

Dirigir sob efeito de cannabis é perigoso e, embora seja complicado medir exatamente quando um motorista está “chapado”, os estudos mostram com clareza que o THC prejudica habilidades essenciais para dirigir.

A falta de um teste simples, como o bafômetro do álcool, para medir a influência do THC complica ainda mais a situação. Por isso é fundamental que quem usa maconha tenha esses riscos em mente e não dirija sob efeito.