Cultivo vegano de maconha: como plantar sem nenhum adubo de origem animal
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Cultivo vegano de maconha: como plantar sem nenhum adubo de origem animal

Farinha de osso, sangue, húmus de minhoca e guano estão em quase todo fertilizante. Dá para cultivar sem eles, e a gente te mostra como.

POR Redação CosechaLibre6 MIN DE LEITURA

O que significa ser vegano?

Cultivo vegano de maconha é plantar sem nenhum adubo de origem animal (sangue, farinha de osso, húmus de minhoca, esterco ou guano), alimentando a planta com composto vegetal, farinha de alfafa e chá de composto. A ideia vem do veganismo: ser vegano é não usar nem comer nada que venha de animais, o que inclui evitar qualquer subproduto animal comestível ou consumível e recusar usar ou comprar produtos de origem animal, como roupas, bolsas, joias e por aí vai. 

A maconha é vegana?

Nem sempre. A maconha é uma planta, então em tese não teria nada de origem animal, mas o adubo usado no cultivo pode mudar isso.

A maioria dos fertilizantes recomendados nas diferentes fases do cultivo de maconha tem nutrientes de origem animal. Ou seja, ninguém está fumando pedaço de bicho, mas a flor que você inala pode ter crescido com a ajuda de derivados animais presentes no adubo. Tecnicamente, a maconha cultivada desse jeito não é 100% vegana. É muito difícil descobrir qual fertilizante cada cultivador da indústria usa, então, se você quer um cultivo vegano de verdade, o melhor é plantar a sua. 

[caption id="attachment_2547" align="aligncenter" width="585"]Bud de maconha cultivado pela CosechaLibre Bud por CosechaLibre.com[/caption]

O que é maconha vegana?

Então, o que faz uma maconha ser vegana e como cultivar assim? O primeiro passo é parar de usar qualquer fertilizante que tenha ou use produto animal no crescimento e no cultivo das plantas.

Não é tão simples, porque a grande maioria dos fertilizantes mais usados leva um monte de fontes animais, como sangue de porco e de frango, húmus de minhoca, farinha de osso e vários tipos de esterco ou guano. Tem um motivo para todos os fertilizantes mais recomendados usarem isso: funcionam muito bem.

Achar um fertilizante sem nenhum desses ingredientes pode dar trabalho, mas é possível.

Como fazer adubo vegano caseiro para maconha?

O melhor jeito de controlar o que suas plantas de maconha comem é fazer o seu próprio composto. Dá para usar um monte de coisa que a gente normalmente joga no lixo, então não custa quase nada. Estes são alguns ingredientes veganos que você pode colocar no composto:

  • Sementes

  • Restos vegetais

  • Cascas e sobras de frutas

  • Grãos

  • Folhas de chá usadas

  • Dolomita

  • Pó de rocha

  • Cinza de madeira

A farinha de alfafa é um substituto vegetal da farinha de sangue, que costuma ir nos fertilizantes industriais para aumentar o nitrogênio do solo. Um dos métodos veganos mais populares é o chá de composto: você deixa o composto de molho em água aerada e tira dali um fertilizante riquíssimo em nutrientes.

Os fertilizantes veganos também tendem a melhorar a biodisponibilidade, ou seja, a quantidade de nutrientes que a planta consegue absorver. O solo recebe o fertilizante “comum” como um corpo estranho, enquanto os nutrientes orgânicos se parecem mais com o que a planta encontraria na natureza, são absorvidos com mais facilidade e deixam o solo mais rico e fértil.

Bud de maconha sobre a grama

Maconha vegana tem gosto diferente?

Na teoria, sim. Muita gente diz que a maconha vegana é bem mais limpa que a não vegana, porque deixa muito menos resíduo na hora de fumar. Com menos fertilizante industrial, a maconha vegana costuma ser mais suave e fazer tossir menos.

E cada vez mais genéticas cultivadas no esquema vegano levam prêmio pelo sabor marcante e delicioso.

Quantos tipos de planta de maconha existem?

Existem várias genéticas e tipos de planta de maconha, cada um com características próprias. Eles são classificados pela genética e pelo jeito de crescer, e também pelos canabinoides e terpenos que produzem. Mesmo com tantas genéticas diferentes, dá para destacar três tipos principais:

Cannabis sativa:

É o tipo que costuma crescer alto e esguio, com folhas compridas e finas. As sativas geralmente têm floração mais longa e podem chegar a alturas consideráveis. São associadas a efeitos mais energéticos e eufóricos.

Cannabis indica:

É o tipo que costuma ser mais baixo e compacto, com folhas mais largas e densas. As indicas têm floração mais curta e costumam ser mais resistentes. São associadas a efeitos mais relaxantes e sedativos.

Cannabis ruderalis:

É um tipo menos comum, encontrado principalmente em regiões do norte. Se destaca pela resistência e por florescer independentemente do fotoperíodo (as horas de luz por dia). É muito usada em cruzamentos com outras genéticas para criar as automáticas, ou autoflorescentes.

Cada tipo de planta tem suas características e efeitos, o que permite a cultivadores e consumidores escolher a genética que mais combina com o que procuram.

Como cultivar maconha?

Dá para cultivar maconha tanto no indoor quanto no outdoor, mas a planta pede alguns cuidados e condições certas para crescer saudável e com qualidade. Estes são os passos básicos:

1- Escolha do lugar:

Decida se o cultivo vai ser indoor ou outdoor. No indoor, você vai precisar de um espaço com iluminação, ventilação e controle de temperatura adequados. No outdoor, escolha um lugar com bastante sol direto e solo rico em nutrientes.

2- Escolha das sementes:

Escolha sementes de qualidade e de uma genética que combine com o que você busca. Cada genética tem características próprias de efeito, sabor e rendimento.

3- Germinação:

Dá para germinar as sementes entre duas folhas de papel-toalha úmido até a raiz aparecer, ou usar outros métodos, como copo d'água ou jiffys.

4- Preparo do substrato:

Prepare o substrato certo para as suas plantas. Pode ser terra, mistura de turfa ou fibra de coco, ou sistemas hidropônicos, conforme sua preferência e experiência.

5- Plantio:

Transplante as mudinhas germinadas para o substrato escolhido, na profundidade certa e com espaço suficiente entre uma planta e outra.

6- Iluminação:

Garanta a luz certa para o crescimento e a floração. No indoor, o comum é usar luz artificial, como lâmpadas de sódio de alta pressão (HPS) ou LEDs feitos para cultivo de maconha.

7- Rega e adubação:

Mantenha a rega equilibrada, sem encharcar e sem deixar faltar água. Forneça os nutrientes essenciais, como nitrogênio, fósforo e potássio, além dos micronutrientes, de acordo com cada fase da planta.

8- Controle de pragas e doenças:

Fique de olho nas plantas o tempo todo para identificar e tratar qualquer praga ou doença. Use métodos orgânicos ou produtos específicos para controle de pragas, seguindo as orientações do fabricante.

9- Floração e colheita:

Controle o fotoperíodo para que as plantas entrem em floração na hora certa. Nessa fase vão se formar os buds, que você vai colher quando estiverem maduros, geralmente quando os pistilos e os tricomas (as glândulas de resina) estiverem no ponto.

 

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