
LED ou HPS: qual luz é melhor para o grow de maconha?
A lâmpada de sódio reinou por décadas no indoor, mas o LED ficou mais barato, gasta menos e pode render mais. Vale trocar?
Para a maioria dos grows hoje, o LED leva vantagem sobre o HPS (lâmpada de sódio de alta pressão): gasta bem menos energia e deixa você ajustar o espectro de luz a cada fase. O HPS ainda é simples, barato de montar e ótimo na floração, mas sai mais caro na conta de luz. Durante décadas, as lâmpadas de sódio de alta pressão foram item padrão em praticamente todo cultivo indoor de maconha, garantindo crescimento rápido e colheitas sempre altas. Só que a melhora na qualidade dos painéis de LED (diodos emissores de luz) abriu o debate: chegou a hora de uma virada no mundo da iluminação canábica?
O fato de o LED ser muito mais eficiente que o HPS sempre ficou na sombra de outro detalhe: ele custava bem mais caro para instalar. Mas, conforme a tecnologia melhora, os preços caem, e com pesquisas recentes mostrando que o LED pode aumentar o teor de canabinoides das plantas, muitos growers estão começando a pensar na troca.
Antes de existirem os grows ou “indoors”, a maconha crescia solta ao ar livre: em geral germinava na primavera e florescia no outono. Não precisa ser cultivador para saber que cada estação tem suas cores, com a luz do sol de outono ficando dourada enquanto bate nos vermelhos e marrons da paisagem. Essa mudança na luz vem do ângulo do sol, mais baixo no outono do que no verão, o que resulta em comprimentos de onda mais longos, mais perto da faixa vermelha do espectro.

No cultivo indoor, a ideia costuma ser reproduzir as condições naturais ideais para a planta crescer bem e produzir muitos buds ricos em canabinoides. Isso normalmente significa dar bastante luz vermelha ou infravermelha na floração, em geral com comprimento de onda entre 600 e 780 nanômetros.
Sem entrar demais no técnico, vale saber que as lâmpadas HPS usam sódio vaporizado para gerar um brilho laranja forte, de comprimento de onda longo, que é excelente para a floração da maconha. Normalmente isso é reforçado com outros gases que ampliam a faixa de comprimentos de onda, o que deixa a luz mais branca.
Na eterna busca pela perfeição, alguns growers pioneiros descobriram que o LED pode, na real, render colheitas maiores e buds de melhor qualidade. Isso porque o LED pode ser configurado para emitir determinadas cores de luz, o que permite dar à planta os comprimentos de onda específicos de que ela precisa em cada fase para chegar à concentração máxima de canabinoides.
Como já dissemos, o preço alto de montar um sistema de LED foi por muitos anos o grande ponto contra na hora de escolher, mas esses sistemas estão cada vez mais baratos. Além disso, os painéis de LED costumam usar entre um quarto e metade da energia de uma lâmpada HPS, o que pode gerar uma economia enorme a longo prazo.
Como a iluminação responde por até 85% do consumo de energia de um grow típico, a troca para LED claramente traz benefícios importantes, tanto no bolso quanto para o meio ambiente.
Dito isso, lidar com LED exige um certo conhecimento técnico, e quem está começando pode achar bem mais complicado de usar do que o HPS. Por outro lado, o grower “old school” é muito apegado ao sódio, e pode ser que a escolha de luz de alguns cultivadores tenha mais a ver com o que sempre usaram do que com vontade de inovar.
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