
Maconha albina existe? Por que a planta nasce branca
Sem clorofila não tem fotossíntese: o que causa o albinismo na maconha, o que é poliploidia e outras mutações raras.
Maconha albina existe, mas é rara: é uma planta que nasce branca porque uma mutação genética, geralmente recessiva, impede a produção de clorofila. Sem clorofila não há fotossíntese, então a maioria das plantas albinas morre ainda pequena e quase nunca chega à colheita. Outra mutação rara e curiosa da cannabis é a poliploidia, quando a planta tem mais de dois conjuntos de cromossomos.
Maconha albina: uma raridade da natureza
O albinismo na maconha é incomum, mas é real. Em vez do verde de sempre, essas plantas são totalmente brancas por falta de clorofila, o pigmento que dá a cor verde e que é essencial pra fotossíntese.
A fotossíntese é o processo em que a planta transforma luz em energia química, e sem ela não tem crescimento nem sobrevivência. Sem clorofila, a planta albina não consegue fazer fotossíntese direito, o que a deixa muito vulnerável. A maioria não chega à maturidade, porque não consegue tirar da luz a energia de que precisa pra crescer e se reproduzir.
Por mais bonita e diferente que seja, a planta albina não serve pra quem quer colheita farta ou potente. Os cultivadores costumam ter dificuldade pra levar essas plantas adiante e, no fim, o rendimento delas é bem menor.
O que é poliploidia na maconha
Outra mutação curiosa é a poliploidia: a planta passa a ter mais de dois conjuntos de cromossomos. A maioria das plantas é diploide, ou seja, tem só dois conjuntos; as poliploides podem ter três, quatro ou mais.
A poliploidia pode gerar plantas com cara de “monstro”, com buds maiores e cheias de folha, mas não está provado que ela mude muito a potência ou o teor de canabinoides da maconha. Vale destacar que é uma mutação rara e que cruzar ou clonar uma planta poliploide não garante que as plantas resultantes também sejam.
Por que nascem plantas de maconha albinas?
O albinismo na maconha pode ter várias causas. Condições do ambiente, como o substrato, a luz e a temperatura, podem contribuir, mas a genética tem papel decisivo.
Já se sabe que o albinismo é um traço recessivo e que uma incompatibilidade entre o genoma do núcleo e o do cloroplasto pode estar por trás dele. Além disso, a hibridação, muito comum no melhoramento e no cultivo de maconha, pode fazer o traço albino aparecer de vez em quando.
Maconha albina e poliploide: o que esperar no cultivo
A maconha albina é uma raridade que fascina os entusiastas há anos. Pode impressionar no visual, mas sem clorofila ela é ineficiente na fotossíntese, e isso dificulta a sobrevivência. Já a poliploidia é outra mutação interessante, que gera plantas com buds e folhas excepcionalmente grandes, ainda que não esteja provado que mude muito a potência ou o teor de canabinoides.
No fim das contas, essas mutações lembram a diversidade genética incrível da maconha e a capacidade que ela tem de surpreender com sua beleza e suas esquisitices. Pro cultivador, porém, podem trazer desafios únicos, que pedem cuidado e atenção extra.
As 10 mutações mais raras da maconha
Você sabia que muitas vezes se diz que humanos e cannabis compartilham mais de 40% do DNA? Humanos e cannabis também compartilham algumas mutações. Por exemplo, a poliploidia e o albinismo podem acontecer tanto em gente quanto na maconha.
No jeito mais simples de explicar, uma mutação é uma mudança na sequência de DNA de um organismo. Todo ser vivo, inclusive as plantas, tem seu próprio DNA e está sujeito a mutações.
As mudanças na sequência de DNA acontecem durante a divisão celular, quando a maquinaria do DNA comete um erro que a célula não consegue corrigir.
As mutações podem acontecer ao acaso durante a divisão celular, mas também podem ser induzidas, por exemplo, pela exposição a certos produtos químicos.
Na maconha, uma mutação pode ser benéfica, prejudicial ou até passar batida. As mudanças no DNA de uma planta podem afetar muita coisa: estrutura, cor, formato da folha, taxa de germinação, posição dos brotos, rendimento, capacidade de fotossíntese e muito mais.
Poliploidia
É um fenômeno genético que acontece quando a planta tem mais de dois conjuntos de cromossomos. As plantas costumam ter só dois e são chamadas de diploides, mas quando há três, quatro ou mais conjuntos, a planta é chamada de poliploide. Essa mutação aparece em animais e fungos, mas é mais comum em plantas e algas. Na maconha, dá pra notar que o bud fica maior e cercado de muito mais folha.
Filotaxia verticilada
“Filotaxia” é a forma como as folhas se distribuem no caule, e “verticilo” é um arranjo em roda ou em espiral. Uma planta de maconha normal solta duas folhas em cada entrenó. Aqui, a mutação faz a planta ter três ou mais folhas em cada entrenó. Além disso, sai um galho a mais em cada nó, o que deixa a planta mais cheia.

Folhas pé de pato
Essa mutação se reconhece de longe: os folíolos ficam grudados como uma pata de pato, em vez de separados em “dedos”. Plantas com essa mutação recessiva são mais comuns entre as sativas. Ela não aumenta nem diminui o rendimento ou a potência em comparação com uma planta normal. E, com frio suficiente, pode render buds roxos lindos.
Maconha trepadeira
É uma mutação rara, encontrada em sativas tropicais que crescem demais em clima úmido. Ela faz a planta concentrar energia nos galhos de baixo em vez de numa grande ponta central.
Buds nas folhas
Numa planta de maconha normal, as flores nascem no nó, o mesmo ponto de onde saem os pecíolos. Com essa mutação, elas também se formam na base das folhas.
Semente poliembriônica
As sementes poliembriônicas têm dois embriões: um vindo do óvulo fecundado e outro produzido pelos tecidos do órgão feminino da planta. Resumindo: uma planta será a original e a outra, um clone da planta-mãe. Saem duas raízes diferentes de uma mesma semente, o que dificulta separar as duas, mas não impossibilita.

Maconha albina
O albinismo nas plantas é raro, mas não desconhecido. Planta albina não tem clorofila. Ou seja, não tem pigmento nenhum pra captar a energia do sol. Na prática, ela perdeu a capacidade de responder à luz, como se vivesse no escuro. Por isso a maioria morre cedo, antes de amadurecer.
Fenótipo vertical
Essa mutação é comum em plantas híbridas. A desvantagem pra quem cultiva indoor é a altura que ela pode alcançar. O lado bom: o rendimento desse fenótipo mutante é bem maior.
Maconha rabo de raposa (foxtail)
Essa mutação pode aparecer de dois jeitos: pela genética ou induzida por estresse de calor e de luz. Ela faz os cálices crescerem uns em cima dos outros, formando um bud de formato esquisito.
Australian Bastard Cannabis (ABC)
Esse fenótipo lembra uma suculenta, com formato geral de arbusto e folhas lisas, pequenas e brilhantes. As folhas pequenas e a estrutura fina ajudam a planta a se defender do frio.
Que tipos de mutação existem nas plantas?
Mutações são mudanças na sequência de DNA que podem acontecer nas plantas. Elas podem ser de tipos diferentes e ter efeitos variados nas características da planta.
Uma mutação genética é uma mudança na sequência de DNA que pode afetar a estrutura ou a função de um gene. Ela pode ser herdada de geração em geração ou surgir de forma espontânea.
A mutação silenciosa é aquela em que a sequência de DNA muda, mas sem impacto na função ou no fenótipo da planta. Ou seja, a mutação acontece, mas não dá pra ver diferença nenhuma.
A mutação de novo é a que aparece de forma espontânea num indivíduo, sem ser herdada dos pais. Ela pode surgir no começo do desenvolvimento da planta ou ao longo do ciclo de vida.
As mutações espontâneas podem acontecer sem causa conhecida e não têm relação com fatores externos. Os efeitos variam: de mudanças na aparência a alterações no metabolismo da planta.
Resumindo: mutações são mudanças na sequência de DNA que podem afetar as plantas. Podem ser de vários tipos, como as genéticas, as silenciosas, as de novo e as espontâneas, e cada uma pode ter efeitos diferentes nas características da planta.
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