Pai que fuma maconha: quais os riscos para o bebê?
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Pai que fuma maconha: quais os riscos para o bebê?

O que a ciência diz sobre cannabis, qualidade do esperma e a saúde das próximas gerações — antes e durante a gravidez.

POR Redação CosechaLibre4 MIN DE LEITURA

O consumo de maconha pelo pai antes da concepção pode ter impacto real na saúde do bebê. Pesquisas recentes sugerem que a substância afeta a qualidade do esperma — e, com isso, a saúde do feto e do recém-nascido. Entre os possíveis problemas estão risco de anomalias congênitas, baixo peso ao nascer e prejuízos de desenvolvimento a longo prazo.

Quais problemas o bebê de um pai que fuma maconha pode ter?

Um estudo da Universidade de Bradford, na Inglaterra, mostrou que o consumo de maconha pelo homem pode afetar significativamente o embrião. Os espermatozoides levam mais de três meses para amadurecer por completo e podem carregar resíduos da droga, o que traz riscos para o desenvolvimento embrionário.

Fumante ativo e passivo: por que parar de fumar maconha antes de tentar engravidar

O consumo paterno de maconha tem efeitos negativos no desenvolvimento embrionário. Os homens devem parar de fumar pelo menos três meses antes de tentar a concepção — é o tempo que os espermatozoides levam para se desenvolver completamente.

O risco dos teratógenos na maconha

A geneticista Gilda Mayén Molina, chefe da Unidade de Genética do Hospital Ángeles Lomas, aponta que a maconha contém agentes teratógenos — substâncias capazes de causar malformações congênitas.

Por isso, a recomendação é que os homens evitem o consumo de maconha por pelo menos três meses antes da concepção, e as mulheres, por pelo menos seis. Estudos em animais mostraram que o uso paterno de cannabis pode afetar a fertilização, a implantação e a embriogênese.

Se o pai usa drogas, o bebê pode ser afetado

Para quem está tentando engravidar, é fundamental planejar a gestação e evitar a maconha caso o casal não use métodos confiáveis de controle de fertilidade.

Efeitos a longo prazo e estudos em recém-nascidos

Embora a pesquisa sobre os efeitos da cannabis não pare de crescer, ainda não se conhecem por completo suas consequências a longo prazo, principalmente em recém-nascidos e durante a infância.

O que já se observou, porém, é que o consumo paterno de maconha pode causar alterações epigenéticas no sistema nervoso, capazes de reprogramar a função neuronal e ser transmitidas às gerações seguintes — afetando não só os filhos, mas também netos e bisnetos.

Conclusões

A evidência científica reforça a importância de evitar a maconha antes da concepção, pelos possíveis riscos ao desenvolvimento embrionário e à saúde de longo prazo das próximas gerações. Casais que planejam ter filhos devem levar esses achados a sério e tomar as medidas necessárias para minimizar os riscos.

Maconha na gravidez: riscos e recomendações

O consumo de maconha durante a gestação pode ter consequências sérias para o desenvolvimento do feto e a saúde do recém-nascido. Segundo a especialista em medicina genética, o uso de maconha por gestantes já foi associado a complicações como parto prematuro, restrição de crescimento intrauterino e até cardiopatias graves.

Riscos do consumo de maconha na gestação

Usar maconha durante a gravidez pode causar vários problemas de saúde para o bebê. A especialista em medicina genética alerta que mulheres que consomem correm o risco de dar à luz antes do tempo e de ter bebês com baixo peso. Também já foram relatados casos de doenças cardíacas graves em recém-nascidos.

Maconha para os enjoos da gravidez

O psiquiatra César Velasco Téllez, chefe do Departamento de Saúde Mental do Instituto Nacional de Perinatologia (INPer), do México, destaca que muitas gestantes usam maconha para aliviar os enjoos.

Esse uso, porém, não é recomendado pelos efeitos colaterais negativos que pode ter. Velasco Téllez ressalta que o consumo de maconha na gravidez pode afetar a saúde neurológica do recém-nascido, manifestando-se em transtornos de comportamento e problemas emocionais na infância.

Alternativas seguras para tratar os enjoos

Os dois especialistas concordam: gestantes devem conversar com o médico para encontrar opções seguras de tratar os enjoos. A maconha nunca deve ser uma delas, pelos riscos que representa tanto para a mãe quanto para o feto.

Impacto de outras substâncias no desenvolvimento fetal

Além da maconha, outras substâncias também podem afetar o desenvolvimento embrionário e fetal. Elas estão ligadas a partos prematuros, baixo peso ao nascer e sofrimento fetal, e podem prejudicar o cérebro do bebê em formação — de forma parecida com o impacto que causam no cérebro de usuários adultos.

O consumo de maconha durante a gravidez traz riscos significativos para a saúde do bebê. Gestantes devem evitá-lo e buscar alternativas seguras para tratar enjoos e outros sintomas da gestação. A saúde do bebê em formação é a prioridade — e a maconha não deve ser considerada uma opção viável.