Prensado faz mal? O que pode vir no tijolo e os riscos pra saúde
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Prensado faz mal? O que pode vir no tijolo e os riscos pra saúde

Barato e fácil de achar, o paraguaio cobra a conta em outro lugar: ninguém sabe o que vem misturado no tijolo.

POR Redação CosechaLibre6 MIN DE LEITURA

O prensado, também chamado de “paraguaio” ou “tijolo”, é a maconha compactada em blocos, barata e fácil de achar. O problema é que você nunca sabe o que vem junto: há relatos de amônia, derivados de petróleo e restos de outras plantas, além de uma qualidade bem inferior à da flor.

Ele é popular em vários mercados, mas costuma vir associado a qualidade ruim e a alguns riscos pra saúde, por causa do jeito como é produzido e armazenado. Entender isso te ajuda a decidir se esse tipo de maconha serve pra você ou se é melhor partir pra outras opções.

Maconha prensada em tijolo

Prensado adulterado: os riscos e a real

O prensado, ou “paraguaio”, é uma maconha modificada, conhecida pelo preço baixo e pela distribuição ilegal. Diferente da flor natural, que pode virar infusão, pomada ou comestível, o prensado praticamente só serve pra fumar.

Ele é famoso por caber no bolso, mas também por poder vir com várias substâncias adulterantes que afetam a pureza e podem fazer mal. A seguir, as características, as formas de adulteração e os riscos do prensado.

De onde vem o prensado e como ele é adulterado

O prensado vem principalmente de fora, sobretudo do Paraguai, e é preparado pra passar despercebido nas fronteiras. Segundo relatos e reportagens, ao longo do transporte ele pode ser misturado com várias substâncias, e quando chega ao destino final, em países como o Chile, o tijolo pode ter muita coisa que não é maconha.

Entre os aditivos citados estão hidrocarbonetos derivados do petróleo, que supostamente aumentariam o efeito psicoativo, mas que também aumentam bastante os riscos pra saúde de quem fuma.

Componentes tóxicos que podem aparecer no prensado

Uma das maiores preocupações com o prensado é a lista de possíveis aditivos tóxicos. Como circula na clandestinidade e a preço baixo, há relatos de tudo: alcatrão (parecido com o do cigarro comum), amônia, petróleo, betume e, em alguns casos, até cocaína ou pasta base.

Também se fala em fezes humanas ou de animais, restos de ração de cachorro e matéria vegetal qualquer, tipo capim, impregnada com químicos perigosos. São denúncias difíceis de confirmar caso a caso, mas mostram o quanto o prensado pode estar longe da maconha no estado natural.

Ninguém sabe o que tem no prensado

Pra quem fuma, uma das maiores desvantagens do prensado é não saber o que está consumindo. Na maconha cultivada e processada em condições controladas, dá pra saber exatamente quais canabinoides e terpenos estão ali. No prensado, os componentes são uma incógnita.

Isso é um risco a mais, porque várias dessas substâncias são tóxicas e não têm nada a ver com os compostos naturais da maconha, como o THC e o CBD, que são os responsáveis pelo efeito que você procura.

Prensado faz mal? Os riscos para a saúde

Quem fuma prensado fica exposto a riscos sérios por causa dos aditivos nocivos que ele pode ter. Entre os efeitos possíveis desses ingredientes tóxicos estão:

  • Problemas respiratórios por causa do alcatrão e de outros derivados do petróleo.
  • Reações alérgicas e intoxicações por substâncias químicas.
  • Danos neurológicos e dependência quando há mistura com drogas como cocaína ou pasta base.

Alternativas mais seguras ao prensado

Pra quem quer consumir com mais segurança, ir de flor natural e pura dá muito mais controle sobre o que entra no corpo e elimina o risco de se expor a substâncias perigosas. Além disso, vários países já têm mercados legais ou regulados de cannabis, onde dá pra comprar produtos testados e rotulados, com qualidade e segurança garantidas.

Danos físicos e psicológicos da maconha prensada

Fumar prensado traz riscos sérios pro corpo e pra cabeça. Especialistas apontam que os compostos tóxicos que ele pode carregar aumentam o potencial de dependência.

Segundo especialistas em ciências farmacêuticas e psiquiatria, o prensado adulterado não afeta só a saúde mental: pode ser bem prejudicial pra vários sistemas do corpo. Veja os efeitos no corpo e na mente, e como esses aditivos atingem quem fuma essa maconha adulterada.

Irritação e risco de câncer

A queima do prensado produz uma série de químicos irritantes e potencialmente cancerígenos que atingem as vias respiratórias e os pulmões. O farmacêutico León Goity lembra que qualquer produto de combustão pode ser irritante e até cancerígeno, mas que, quando há petróleo e alcatrão na mistura, o prensado libera compostos derivados do benzeno, altamente tóxicos pro sistema respiratório.

Esses compostos também estão no cigarro comum, em doses menores, e a exposição repetida prolonga os efeitos nocivos no longo prazo.

Compostos tóxicos e dose desconhecida

Alguns componentes do prensado são parecidos com os do tabaco, como alcatrão, amônia e tolueno. Só que a quantidade e o tipo de tóxico no tijolo costumam ser desconhecidos, e isso gera muita incerteza sobre a segurança.

Sem saber o que tem e em que quantidade, quem fuma acaba inalando substâncias que vão muito além dos compostos naturais da maconha, e o risco pra saúde sobe bastante.

Dano ao sistema nervoso e dependência

Segundo os especialistas consultados, o potencial de dependência do prensado adulterado vem em boa parte de compostos depressores do sistema nervoso central. Eles apontam que voláteis como a cola de neoprene e o petróleo, quando presentes, podem danificar seriamente o sistema nervoso e levar à neurodegeneração.

No caso da cola de neoprene, que contém tolueno, a queima produz efeitos tóxicos cumulativos que também atingem órgãos vitais como fígado e coração.

Flor de maconha natural, alternativa ao prensado

Problemas cognitivos e desgaste mental

Além dos efeitos físicos, fumar prensado adulterado por muito tempo pode afetar bastante o cérebro. Segundo o psiquiatra Christian Arévalo, a toxicidade cerebral causada por solventes e colas pode gerar prejuízo cognitivo em áreas como memória, atenção e concentração. Esse tipo de dano preocupa porque pode ter consequências de longo prazo nas capacidades mentais de quem consome.

Riscos respiratórios e câncer de pulmão

O alcatrão que pode estar no prensado age direto no sistema respiratório e está ligado a um risco maior de câncer de pulmão. Fumar esse tipo de maconha com frequência expõe as vias respiratórias a cancerígenos e outros químicos que agridem o tecido pulmonar e aumentam a chance de doenças respiratórias graves.

Efeitos psicológicos e riscos para adolescentes

O doutor Arévalo alerta pros efeitos negativos do prensado na saúde mental, principalmente quando o consumo começa na adolescência. Adolescentes são especialmente vulneráveis aos efeitos das drogas, porque o cérebro ainda está numa fase crítica de desenvolvimento.

A exposição precoce à cannabis, e mais ainda ao prensado, pode desencadear transtornos mentais em pessoas predispostas e aumentar o risco de dependência de maconha e de outras drogas, por causa da sensibilização dos circuitos cerebrais de recompensa.

Começar cedo no prensado aumenta o risco de dependência no futuro

Segundo especialistas, o consumo precoce de substâncias psicoativas como o prensado deixa os adolescentes mais vulneráveis à dependência na vida adulta. Isso acontece porque o cérebro em desenvolvimento é mais sensível aos efeitos psicoativos, o que reforça o risco de criar padrões de dependência.