
Tipos de maconha: quantos existem e como reconhecer cada um?
Guia dos tipos de maconha (sativa, indica e ruderalis), com as diferenças de aparência e de efeito, pensado pra quem cultiva ou consome dentro do REPROCANN, o registro argentino de cannabis medicinal.
Existem três tipos principais de maconha: sativa, indica e ruderalis, cada um com genética e efeitos diferentes. A sativa é mais alta, tem floração longa e efeito energizante; já a indica é mais baixa, floresce rápido e dá um efeito relaxante.
Tipos de maconha:
Existem vários tipos de maconha, que se diferenciam principalmente pela genética e pela composição química. Os dois principais são a Cannabis sativa e a Cannabis indica, cada uma com características e efeitos próprios.
- Cannabis sativa: essa variedade costuma ser mais alta e esguia, com folhas longas e estreitas. As plantas de sativa geralmente crescem mais e levam mais tempo pra florir do que as indicas. O efeito da sativa costuma ser estimulante e energizante, o que pode deixar o humor mais eufórico e criativo. Algumas strains sativas são conhecidas por aumentar a criatividade e a concentração.
- Cannabis indica: já a indica costuma ser mais baixa e robusta, com folhas mais largas. As plantas de indica tendem a crescer mais rápido e florir num período mais curto que as sativas. O efeito das indicas costuma ser mais relaxante e sedativo, com uma sensação de calma e relaxamento. Muita gente usa strains indicas pra aliviar estresse, ansiedade e insônia.
Além da sativa e da indica, existe uma terceira categoria, a Cannabis ruderalis. Essa variedade é menos comum e se caracteriza pela estatura baixa e pela baixa concentração de canabinoides psicoativos.
Vale dizer que dentro de cada tipo de maconha existem inúmeras strains, com perfis diferentes de canabinoides e terpenos, o que dá uma gama enorme de efeitos e sabores. Algumas strains populares são "Blue Dream", "OG Kush", "White Widow", "Purple Haze", entre outras.

Sativa vs. indica: qual a diferença?
Indica:
As indicas são arbustos mais parrudos, com folhas grossas e verde-escuras que ajudam a absorver a luz. E mais:
- Florescem mais rápido e dão mais buds, que costumam ser densos e crescer juntinhos em cachos ou grupos compactos em volta dos nós do caule e dos galhos, com espaços relativamente curtos (os chamados entrenós ou internódios) entre cada grupo.
- Como vêm de lugares com clima agressivo, aguentam bem as mudanças de temperatura. São ideais pra cultivar quando você tem pouco tempo, porque a produção de flores é alta.
- As indicas são variedades de floração mais rápida: de 45 a 60 dias.
- No começo da floração, esse tipo de maconha ganha altura bem rápido, mas não deve crescer fora de controle.
- Dá pra esperar que a altura do vegetativo aumente uns 50-100% durante a floração.
Sativa:
A planta sativa costuma crescer pra cima e, como as folhas são fininhas e verde-claras, produz menos clorofila e por isso precisa de muita luz. Ela também se caracteriza por:
- Os buds são aerados, em vez de maciços, e costumam ser maiores que os da indica, porque se espalham pelos galhos em vez de se agrupar em volta dos nós. Depois de secos, pesam menos que os da indica, já que são menos densos. É também um tipo de maconha com buds de cheiro menos forte, tanto durante o cultivo quanto depois de secos.
- É originária de regiões quentes. A diferença entre sativa e indica é que a floração dessas plantas é mais longa e elas precisam de temperaturas altas e úmidas pra crescer plenamente.
- Precisam de menos tempo de vegetativo antes da floração, então o tempo total das sativas acaba sendo quase o mesmo das indicas.
- Podem ganhar altura muito rápido assim que começa a floração e continuam crescendo durante toda essa fase.
- O normal é que as sativas aumentem a altura do vegetativo em 200-300% (ou mais) durante a floração.
Origem da cannabis indica e sativa
As duas subespécies de maconha são adaptações a climas diferentes: a cannabis sativa vem das florestas das zonas equatoriais de países como Tailândia, Camboja, Jamaica, Colômbia e México, entre outros, onde recebem muitas horas de sol e a luz não muda ao longo do ano.
Já a cannabis indica é originária da região do Hindu Kush, uma grande cordilheira de mais de 800 quilômetros que passa por Afeganistão, Paquistão, norte da Índia e chega até a China, onde o clima é bem frio.
Como bate a sativa e a indica?
O efeito da indica e da sativa é diferente. Pode ser difícil de entender, principalmente pra quem nunca usou substâncias psicoativas. Mesmo assim, esses são os efeitos de cada tipo de maconha.
Que efeito a sativa dá?
As flores sativas dão uma brisa mais pra cima, com um efeito mais energético, eufórico e criativo, daqueles que te fazem rir de tudo, até quando a parada nem tem graça. A sativa é ideal pra qualquer rolê social, com a garantia de que não vai mandar todo mundo pra cama.
E assim como os diferentes tipos de sativa podem te deixar rendido de tanto rir, também pode bater uma vontade enérgica de fazer alguma coisa, qualquer coisa. Tem gente que puxa mais pro lado atlético e pode dar vontade de sair pra correr ou malhar. Os artistas vão criar, os músicos vão tocar, os jardineiros vão cultivar, e por aí vai. A inspiração que a sativa facilita vai aparecer no que estiver mais à mão.

Que efeito a indica dá?
A grande diferença entre indica e sativa é que as flores indicas têm mais CBD e menos THC que as sativas, e dão o que muita gente chama de "chapadão de sofá". São ideais pra se jogar no videogame ou maratonar uma série (de preferência uma que não exija tanta concentração).
A indica relaxa e altera os sentidos, principalmente o tato, a audição e o paladar. Em doses altas, dá sono. Por isso é um dos tipos de cannabis ideais pra uma noite sem planos, pra ficar em casa num lugar de onde você sabe que não vai sair.
Cada pessoa tem expectativas diferentes na hora de cultivar e consumir. Pra garantir que o resultado seja o esperado, a gente recomenda se informar bastante sobre as diferentes strains e o jeito certo de fazer cada uma crescer e virar flor.
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