Vantagens de cultivar a própria maconha: economia, qualidade e controle
CULTIVO

Vantagens de cultivar a própria maconha: economia, qualidade e controle

Plantar a sua erva sai mais barato no longo prazo, te deixa escolher a genética e acaba com a dúvida sobre o que tem na flor.

POR Redação CosechaLibre5 MIN DE LEITURA

Cultivar a própria maconha sai mais barato no longo prazo, deixa você escolher as genéticas e garante que você sabe exatamente o que tem na flor. E a experiência vale a pena não só pelo produto final: você precisa de alguns equipamentos, mas o mais importante é ter vontade e estar motivado.

No longo prazo, o autocultivo de cannabis sai mais barato que comprar maconha medicinal. Dá para começar com qualquer orçamento, e a diferença de custo entre comprar flores e cultivar é grande. Uma planta bem conduzida pode render cerca de 500 g de buds depois da secagem e da cura. Com um cultivo indoor controlado, dá para tirar várias colheitas por ano.

Autocultivo de maconha: você escolhe a genética

Cultivar a sua própria erva te permite escolher quais genéticas você vai consumir. Quem planta tem controle total sobre as condições de crescimento e o meio de cultivo. Quando você compra maconha, não tem como saber como aquelas plantas foram cultivadas. Como cultivador, você escolhe quais pesticidas e fertilizantes usar, ou cultiva de forma orgânica, e sabe exatamente o que está dando para a planta.

Autocultivo é aprender na prática

Quando a gente mesmo cultiva, tem a chance de testar métodos diferentes. Plantar a própria maconha te faz entender e valorizar muito mais a planta e tudo o que ela precisa.

Hoje, o autocultivo está mais fácil do que nunca. Tem muito material confiável para quem está começando e para quem já tem estrada. Da estufa de cultivo indoor aos sistemas automáticos de rega e luz, tudo o que você precisa se acha fácil na internet ou num growshop.

Cultivar a sua maconha te deixa sempre abastecido. Em países sem dispensários ou onde ainda não é legal, o autocultivo evita que você alimente o mercado ilegal e o tráfico. Na Argentina, por exemplo, cultivar maconha em casa é legal, mas é preciso ter uma autorização para cultivar. A gente fala disso mais abaixo.

Autocultivo de cannabis medicinal: mais qualidade

Com o autocultivo você não fica só com buds de qualidade: dá para aproveitar a planta inteira e usar para outras coisas, como fazer óleos ou pomadas.

Outra grande vantagem é que você acompanha de perto qualquer doença, fungo ou problema que apareça no seu cultivo pessoal, o que facilita controlar tudo e consumir uma flor limpa. Quando se cultiva em quantidades absurdas, em massa e com fins comerciais, aparecem problemas como rega desigual na plantação, e com isso faltas ou excesso de nutrientes aparecem fácil. A consequência são pragas e doenças na planta, o que não impede o produtor de vender mesmo assim, se essa era a ideia desde o começo.

E não é só que a planta pode ter patógenos: se ela for consumida nesse estado, ou com resto de inseticida e coisas do tipo, a sua saúde pode ser afetada.

Por último, cultivar é muito divertido e relaxante. É uma atividade que faz bem, porque te coloca em contato com a natureza.

Como funciona o autocultivo de cannabis medicinal na Argentina?

Muita gente pergunta se o autocultivo é legal na Argentina. E é. Para isso, é preciso ter a autorização de cultivo: o REPROCANN, o registro argentino de cannabis medicinal.

O REPROCANN é um cadastro criado para registrar todas as pessoas que cumprem as condições para ter acesso a um cultivo controlado de cannabis com fins de tratamento medicinal, terapêutico e/ou paliativo da dor. Depois da aprovação, sai a autorização para cultivar. Ou seja: o autocultivo legal existe na Argentina, mas é preciso cumprir os requisitos e as condições.

Quem pode registrar um cultivo na Argentina?

Podem se inscrever no REPROCANN as pessoas na Argentina que cumprem estas condições:

  • ter indicação médica
  • ter assinado o consentimento correspondente, nas condições que o Programa estabelece
  • ter cumprido os requisitos e os trâmites pedidos pelo Programa

Depois, o sistema valida os dados pelo site https://www.argentina.gob.ar/miargentina. Para isso, é preciso ter uma conta no site ou no app Mi Argentina, o portal de serviços do governo argentino.

O bacana do sistema é que o registro não precisa ser feito só pela própria pessoa, como um trâmite pessoal: pode ser feito por um familiar, por um terceiro ou por uma organização civil autorizada pela Autoridade de Aplicação.

Além disso, a inscrição não tem custo nenhum no Ministério da Saúde argentino: é totalmente gratuita. E um detalhe a mais: são autorizadas até 9 plantas em floração por paciente, e o transporte de até 40 gramas de flores secas ou 6 frascos conta-gotas de 30 ml.

Como deu para ver, o autocultivo de maconha tem muitas vantagens. E ainda é terapêutico: vira um hobby e, enquanto você cultiva, vai aprendendo várias coisas sobre a sua planta. Aos poucos você melhora as técnicas, aumenta a qualidade da erva e domina coisas que na teoria parecem fáceis, mas que na prática são bem mais complexas.

No fim das contas, o mais importante é que o produto final é seu: você fez com esforço e dedicação, dando todo o carinho que dá para dar a uma planta tão parceira quanto a maconha.