Alfajor de maisena com maconha: a receita argentina, versão canábica
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Alfajor de maisena com maconha: a receita argentina, versão canábica

O doce mais amado da Argentina, recheado de doce de leite e feito com manteiga de maconha. Receita, dose e os cuidados antes de comer.

POR Redação CosechaLibre5 MIN DE LEITURA

O alfajor de maisena com maconha é o clássico argentino (dois biscoitos amanteigados de amido de milho com recheio de doce de leite) feito com manteiga canábica no lugar de parte da manteiga comum. É fácil de fazer, mas é comestível: a brisa demora a bater e dura bem mais, então a dose pede respeito. Na Argentina o alfajor é obsessão nacional: dizem que os argentinos comem 70 por segundo.

Dos seis milhões de alfajores vendidos por dia por lá, a maioria é industrial e sai nos quiosques, mas também tem versão caseira e gourmet. Com recheio de doce de leite ou de fruta, de maisena, coberto de chocolate ou de açúcar, o alfajor é um prazer rápido e do dia a dia pros argentinos.

Hoje a gente vai falar do alfajor de maisena, mas principalmente de um bem específico: o alfajor de maconha.

Esses alfajores são uma bomba e muito fáceis de fazer. Dá pra rechear com doce de leite, creme de avelã ou a geleia que você mais curtir.

Ingredientes do alfajor de maconha

Pra fazer os alfajores canábicos você vai precisar de:

  • 150 g de amido de milho (maisena)
  • 100 g de farinha de trigo tipo 1
  • 80 g de açúcar
  • 50 g de manteiga
  • 50 g de manteiga de maconha (a receita está logo abaixo)
  • 2 gemas
  • 1 colher de chá de fermento químico em pó
  • E o recheio que você quiser.
Ingredientes do alfajor de maisena com maconha

Antes de tudo: a manteiga de maconha

Se você não tem manteiga de maconha pronta, dá pra fazer em casa. Coloque em banho-maria 4 gramas de flores secas, curadas e dichavadas em 200 gramas de manteiga por uma hora, depois coe e deixe esfriar até a manteiga voltar à consistência de pomada.

Só fica ligado: esse método serve pra quando você está com pressa e vai cozinhar pouca coisa.

Outra opção é usar haxixe no lugar das flores, dissolvendo 2 gramas na manteiga em banho-maria. Na hora de fazer os alfajores, o importante é a manteiga estar em ponto de pomada, ou seja, bem mole e fácil de trabalhar.

Como fazer alfajor com maconha

Pra começar, coloque numa tigela a manteiga comum, a canábica (em temperatura ambiente) e o açúcar, e misture até ficar tudo bem incorporado. Quando virar uma espécie de pomada, é hora de juntar as duas gemas e bater de novo. Por último, peneire por cima a farinha, a maisena e o fermento. Junte tudo e deixe a massa descansar por 15 minutos.

Se você quer alfajor de maisena sem glúten, é só trocar a farinha de trigo por mais maisena. Sem complicação.

Passado o descanso, chegou a hora de montar os alfajores. Abra bem a massa e, com um copo ou um cortador, faça os discos dos alfajorzinhos. Deixe descansar na geladeira enquanto o forno pré-aquece a 180 °C. Asse os discos por uns 10 minutos. Deixe esfriar e coloque o recheio que você mais gostar!

Alfajores de maisena recheados com doce de leite

Cuidados antes de comer maconha

Como sempre: consumo com cuidado. Por isso, aqui vão algumas recomendações pra ter em mente na hora de comer seus alfajores de maconha:

Comece com pouco e vá devagar

O ideal é começar com uma dose baixa, de no máximo 10 miligramas de THC, e esperar duas horas antes de comer mais. Isso porque o sistema digestivo processa a maconha devagar, principalmente se você acabou de fazer uma refeição pesada.

Etiquete o que é caseiro

Pra evitar acidente ou confusão, principalmente se você tem comida com maconha em casa, etiquete tudo.

Não misture com álcool

Em nenhuma situação isso é uma boa ideia. Muita gente experiente mistura, mas só porque já conhece bem as duas substâncias.

Não dirija

O melhor é se mexer o mínimo possível. Não só por você, mas pela segurança de quem estiver no carro com você ou na rua. O ideal é consumir num lugar confortável, onde dê pra relaxar sem precisar sair.

Mantenha a calma

se você exagerar na quantidade de, no caso, alfajores de maconha, o efeito pode ser forte. Mas fica tranquilo, que passa. O melhor é ir pra um lugar seguro onde dê pra deitar, e o mais provável é que você acabe dormindo por muitas horas.

Tome cuidado com a dose, com a qualidade da matéria-prima e com a situação em que você vai consumir. Estômago vazio, por exemplo, é um fator que pesa. O ideal é estar descansado, alimentado e hidratado, e num lugar onde você se sinta à vontade.

Tenha comida sem maconha por perto

Não se deixe levar pela larica. Se você está comendo um alfajor canábico, um chocolate de maconha, um brownie ou outro doce, o melhor é ter por perto alguma coisa feita sem a planta. Pode ser um pedaço de chocolate, um alfajor de maisena comum ou o que tiver.

De onde vem o alfajor?

Se o assunto é a origem, a verdade é que a história começa séculos atrás e a milhares de quilômetros da Argentina.

A palavra alfajor vem do hispano-árabe “al-hasú”, que significa “o recheio”, e se refere a um doce da cozinha andaluza. Na Idade Média, a Andaluzia fez parte do mundo muçulmano por mais de 700 anos, e essa ocupação deixou marcas na língua, na cultura e na culinária.

Com o tempo, o “al-hasú” foi virando “alfajor”. No século XIX o doce atravessou o oceano, chegou à Argentina e seguiu sendo feito por lá, mas com uma cara bem diferente, já que o doce de leite não tem tanto peso do outro lado do Atlântico.

“O alfajor atual é primo do alfajor andaluz, que por sua vez veio dos árabes”, conta o escritor Jorge D'Agostini no livro “Alfajor argentino, historia de un ícono”.

 

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