
Cannabis no esporte de elite: por que o CBD ganhou espaço entre os atletas
De Phelps a McGregor, atletas de ponta falam abertamente de cannabis, e as regras antidoping já não são as mesmas de dez anos atrás.
O uso de cannabis avança no esporte de elite porque os próprios atletas passaram a falar abertamente do assunto e porque as regras mudaram: o CBD, que não dá brisa, saiu da lista de substâncias proibidas da Agência Mundial Antidopagem, e muitos atletas o usam para dor, sono e ansiedade. Nomes como Michael Phelps, Usain Bolt, Allen Iverson, Carmelo Anthony e Conor McGregor já tornaram públicas as suas experiências com a cannabis e seus derivados terapêuticos. Mesmo depois de anos de punições e proibições, isso marca uma virada importante na mentalidade do alto rendimento.
Os atletas começaram a influenciar o jeito como as substâncias são reguladas e entendidas no esporte. E as organizações esportivas reconhecem cada vez mais o peso da voz de quem é o verdadeiro protagonista da competição. Essa transição muda bastante a mentalidade tradicional do esporte de elite.
Esporte, bem-estar e cannabis
Depoimentos como o de Rodney Wallace, ex-jogador da seleção da Costa Rica, mostram que a cannabis não é usada para turbinar o desempenho físico, mas para lidar com problemas que atingem muitos atletas, como enxaqueca, insônia, dor e ansiedade. Os atletas de elite estão cada vez mais ligados no bem-estar físico e mental.
Rachael Rapinoe, ex-jogadora de futebol e CEO da Mendi, defende produtos de CBD totalmente naturais e aprovados por profissionais de saúde. Para ela, o estigma em torno da cannabis vem de preconceitos antigos que precisam ser superados.
Para que os atletas de elite usam CBD?
O CBD, um componente não psicoativo da cannabis, virou um recurso valioso para atletas de elite. Ele é procurado para reduzir o estresse e a ansiedade e aliviar a dor, e muitos atletas relatam que ajuda na recuperação física e no sono; há quem o use também como apoio em quadros de depressão. Hoje os atletas veem o CBD como um complemento útil para o bem-estar geral.
O que mudou nas regras antidoping
As regras sobre cannabis no esporte também estão mudando. A Agência Mundial Antidopagem (AMA, ou WADA em inglês) tirou o canabidiol (CBD) da lista de substâncias proibidas por não ter efeito psicoativo, enquanto o THC continua proibido em competição. A medida vale para competições nacionais e internacionais, e na Argentina passou a valer no esporte do país desde 1º de janeiro de 2021.
A cannabis no futuro do esporte de elite
Os atletas sabem que a cannabis pode ter impacto positivo no bem-estar físico e mental. Conforme se informam mais sobre os benefícios, a aceitação cresce. E muitos acreditam que, nos próximos anos, o papel da cannabis no esporte de elite vai ser reconhecido oficialmente.
A normalização também levou atletas como Kevin Durant e Al Harrington, ex-jogador da NBA, a entrar na indústria da cannabis. Durant chegou a defender publicamente o uso terapêutico da planta.

A cannabis e seus derivados terapêuticos, como o CBD, estão ganhando terreno no esporte de elite. São os atletas que puxam a mudança nas regras e na atitude em relação à planta, reconhecendo o potencial para o bem-estar e para aliviar problemas comuns no esporte. A tendência é que a cannabis tenha um papel cada vez maior no alto rendimento.
5 atletas famosos que usam ou usaram maconha
A cannabis no esporte sempre foi um tema polêmico. Mesmo com regras rígidas e políticas antidoping, alguns atletas admitiram publicamente que fumam ou fumaram. Aqui vão cinco nomes que falaram abertamente da sua relação com a erva.
1. Michael Phelps, a lenda das piscinas:
O nadador americano Michael Phelps, dono de uma coleção de medalhas olímpicas, virou notícia em 2009 quando vazou uma foto dele fumando num bong. Phelps sofreu as consequências, mas depois contou como a cannabis o ajudou a lidar com a ansiedade e o estresse.
2. Usain Bolt, o velocista tranquilão:
O icônico velocista jamaicano Usain Bolt, um dos atletas mais rápidos do mundo, já admitiu ter experimentado a erva durante a carreira. Segundo ele, a cannabis ajudava a relaxar e a soltar a tensão depois de competições pesadas.
3. Allen Iverson, o guerreiro do basquete:
O ex-jogador da NBA Allen Iverson sempre foi franco sobre a sua relação com a cannabis. Ele disse que usava a erva para relaxar e aliviar a dor depois de jogos puxados. A sinceridade o transformou em defensor da maconha medicinal.
4. Carmelo Anthony, a estrela da NBA:
Outro nome de peso da NBA, Carmelo Anthony, já declarou apoio à cannabis com fins terapêuticos. Ele defende o uso no manejo da dor e na recuperação de lesões.
5. Conor McGregor, o lutador de MMA:
O famoso lutador de artes marciais mistas (MMA) Conor McGregor admitiu que fuma cannabis. Segundo ele, a erva ajuda a relaxar e a aliviar o estresse dos treinos e das lutas no octógono.
Onde o esporte e a erva se encontram:
A relação entre cannabis e esporte é complicada. Alguns atletas contam que a planta os ajudou com ansiedade, estresse e dor, mas é importante lembrar que usar substâncias controladas e proibidas no esporte pode trazer consequências sérias.
As políticas antidoping variam entre organizações esportivas e países. A percepção sobre o uso de cannabis no esporte muda devagar e continua em debate.
Ou seja: mesmo com atletas falando abertamente da sua relação com a cannabis, é fundamental respeitar as regras antidoping. A interseção entre esporte e erva segue sendo um tema complexo e em discussão na comunidade esportiva.

Como a maconha afeta os atletas?
O efeito da maconha nos atletas é um tema complexo e polêmico. Ele pode variar muito conforme a quantidade, a frequência de uso, a genética (com níveis diferentes de canabinoides), a forma de consumo e a tolerância de cada um. Estes são alguns dos possíveis efeitos e pontos de atenção:
1. Relaxamento e alívio do estresse:
- Alguns atletas relatam que a cannabis ajuda a relaxar e aliviar o estresse depois de treinos ou competições intensas.
- A erva também pode melhorar o humor e reduzir a ansiedade em certos casos.
2. Manejo da dor e da inflamação:
- A cannabis é usada com fins medicinais para dor crônica e inflamação.
- Atletas com lesões ou dor crônica podem recorrer à cannabis para aliviar o desconforto.
3. Problemas de concentração e coordenação:
- O consumo de cannabis, principalmente em grande quantidade, pode afetar a concentração, a coordenação motora e os reflexos.
- Em esportes que exigem muita precisão e coordenação, como tiro com arco ou ginástica, fumar pode atrapalhar.
4. Capacidade cardiovascular:
- A cannabis pode afetar a capacidade cardiovascular, o que pesa mais em esportes de resistência, como ciclismo ou atletismo.
- A maconha pode aumentar a frequência cardíaca e prejudicar a resistência.
5. Regras antidoping:
- Em muitos esportes e competições, a cannabis é considerada substância proibida pelas políticas antidoping.
- Atletas que testam positivo podem levar suspensão e desclassificação.
6. Impacto na motivação:
- A cannabis pode afetar a motivação de algumas pessoas, o que pode prejudicar a dedicação e o rendimento nos treinos e nas competições.
7. Legalidade e regulação:
- A legalidade da cannabis varia de lugar para lugar. Em alguns países o uso adulto ou medicinal é legal; em outros, não.
- O atleta precisa conhecer as leis e as regras do lugar onde vive e compete antes de pensar em consumir.
Em resumo, o efeito da cannabis nos atletas é complexo e muda muito de pessoa para pessoa. Alguns podem encontrar benefícios no manejo do estresse e da dor, mas também existem riscos, principalmente em esportes que exigem concentração e coordenação. E as regras antidoping precisam entrar na conta, porque em muitos esportes a cannabis é proibida. Qualquer atleta interessado deve pesar com cuidado os possíveis efeitos e consequências antes de usar.
A maconha melhora mesmo o desempenho esportivo?
A influência da maconha no desempenho esportivo é polêmica e divide opiniões. Tem gente que jura que fumar antes do treino melhora a experiência, e tem quem pense o contrário. Mas é importante deixar claro que a maconha pode ter efeitos negativos no desempenho e na saúde em geral.
A maconha tem compostos ativos, como o THC, que agem no sistema nervoso central e têm efeito psicoativo. Isso pode incluir perda de coordenação motora, alteração na percepção do tempo e reação mais lenta, o que pode prejudicar o desempenho físico e a segurança durante o exercício.
Além disso, a maconha pode dar sonolência, falta de motivação e queda de concentração, o que joga contra atividades esportivas que pedem atenção e energia.
E tem mais: as regras esportivas e antidoping proíbem a maconha na maioria das competições e eventos profissionais. Atletas que testam positivo podem sofrer punições e consequências na carreira.
O CLUBE
Faça parte da comunidade
Produtores com nome e sobrenome, lote rastreável, comunidade de verdade. Sem enrolação, sem promessa vazia.
Entrar no clubeCONTINUE LENDO
NOTÍCIASReceitas de sopa com maconha: tomate, cogumelos, legumes e creme verde
Quatro sopas para o frio com óleo ou manteiga canábica, uma sopa verde passo a passo e, de brinde, um creme doce canábico.
NOTÍCIASQuem fumava maconha nos funerais? O bong de 2.500 anos achado na China
Os historiadores já sabiam do uso antigo da cannabis no leste da Ásia; agora há prova física: braseiros com resíduo de THC queimado em túmulos.