CBD para dor: como usar e quantas gotas tomar
SAÚDE

CBD para dor: como usar e quantas gotas tomar

Como o canabidiol age sobre a dor, em que formas ele aparece e por que a dose certa começa baixa.

POR Redação CosechaLibre5 MIN DE LEITURA

CBD para dor: o que é e como ajuda

O CBD (canabidiol) é um dos canabinoides da maconha procurados para aliviar a dor, e não dá brisa: ao contrário do THC, ele não é psicoativo e ainda contrabalança parte dos efeitos do THC. É um dos 545 compostos encontrados até hoje na planta de cannabis, ao lado do THC e de outros canabinoides.

O cérebro, a medula espinhal e o sistema nervoso periférico têm receptores naturais, o CB1 e o CB2, que interagem com os canabinoides. Essa interação ativa e estimula as respostas que o corpo já tem diante do estresse, da ansiedade e da dor. A homeostase é a autorregulação das funções do corpo, e há estudos que apontam que o CBD ajuda nesse processo natural.

Durante muito tempo, a oferta e a procura no mundo canábico giraram em torno de genéticas com muito THC, atrás do efeito psicoativo da planta. Mas faz tempo que o interesse mudou: as flores com THC alto continuam aí, só que os benefícios do CBD ganham cada vez mais fama.

O CBD tem várias qualidades terapêuticas estudadas. É procurado para estresse, depressão e transtornos mentais. Tem ação neuroprotetora e relaxante muscular, por isso é indicado (sempre por profissionais) para convulsões e como tratamento paliativo da dor no corpo e de outros desconfortos.

A dor afeta mais gente do que câncer, diabetes e doenças cardíacas somados. Para quem vive com dor crônica ou aguda, achar um jeito seguro e eficaz de controlá-la é prioridade. Os analgésicos mais comuns incluem paracetamol e opioides. Muitos desses remédios têm efeitos colaterais ou levam à dependência com o uso prolongado.

O CBD pode reduzir a dor de várias formas. Ele estimula o sistema endocanabinoide, que participa do humor, da memória e da forma como sentimos a dor. Há estudos que apontam que o CBD reduz os níveis de glutamato no cérebro e na medula, que podem estar ligados a uma sensação e uma transmissão maiores da dor. O CBD também melhora a sinalização da anandamida no cérebro. A anandamida é chamada de “molécula da felicidade”, e níveis saudáveis dela estão ligados a sensações de bem-estar e alegria.

Como usar o CBD para dor?

As pesquisas sobre o CBD na dor ainda estão no começo, mas há evidências que sugerem que ele pode aliviar a dor de diferentes maneiras.

O CBD pode ser usado de várias formas: óleos, cápsulas, cremes tópicos, comidas e bebidas. A melhor forma depende da pessoa e do tipo de dor que ela sente.

Uma forma comum de usar CBD para dor é em óleo ou cápsula. Esses produtos são tomados por via oral e absorvidos pelo trato gastrointestinal. A dose recomendada varia conforme a pessoa e o tipo de dor, então é importante seguir as instruções do produto e conversar com um profissional de saúde para chegar à dose certa.

Outra forma é usar cremes, pomadas e loções tópicas, aplicados direto na pele. Esses produtos podem dar um alívio rápido da dor muscular e nas articulações. Assim como no uso oral, a dose e a frequência dependem do tipo de dor e da pessoa.

Quantas gotas de CBD tomar para dor?

O número de gotas de CBD (canabidiol) para dor depende da concentração do produto, da pessoa e do tipo de dor. Não existe uma dose única recomendada: cada corpo é diferente e pode precisar de uma dosagem diferente.

Em geral, o recomendado é começar com uma dose baixa e ir aumentando aos poucos até achar a dose que alivia a dor. Alguns fabricantes trazem um guia de dosagem no rótulo; se não trouxerem, o melhor é conversar com um profissional de saúde para definir a dose certa.

De modo geral, a dose de CBD para dor costuma ficar entre 10 e 40 mg por dia. Isso pode variar com o tipo de dor e com a pessoa. Algumas pessoas começam com 5 a 10 mg e sobem aos poucos, conforme a necessidade.

Vale lembrar que o efeito do CBD pode demorar a aparecer e varia de pessoa para pessoa. Então, tenha paciência e ajuste a dose conforme o necessário para ter o alívio que procura.

Em que quadros o CBD é usado

  • Convulsões

  • Inflamação

  • Dor

  • Psicose ou transtornos mentais

  • Doença inflamatória intestinal

  • Náusea

  • Enxaqueca

  • Depressão

  • Ansiedade

O CBD pode ser tomado por via oral ou aplicado na pele, conforme o produto. Tem opção de tudo quanto é jeito: de óleos e cápsulas moles, que prometem aliviar a ansiedade, a sais de banho relaxantes, cremes e óleos. Claro que também dá para fumar, mas se você usa CBD com fins terapêuticos ou medicinais, o melhor é evitar a combustão e partir para formatos mais saudáveis.

Diferentes estudos mostraram que o CBD tem um efeito anticonvulsivante importante em alguns tipos de epilepsia, e o uso cresceu muito porque ele não tem efeito psicoativo.

Com a tecnologia de cultivo atual, dá para plantar genéticas que tenham praticamente só CBD, sem precisar consumir o THC, que é o canabinoide psicoativo.

Mesmo sem efeito psicoativo e considerado seguro, o CBD pode ter efeitos colaterais. Entre eles estão náusea, cansaço e irritabilidade. O CBD pode aumentar o nível de anticoagulantes e outros remédios no sangue, porque disputa com eles as enzimas do fígado que os metabolizam. “Pessoas que tomam doses altas de CBD podem apresentar alterações nos exames de sangue relacionados ao fígado”, segundo a Harvard Health Publishing. Vários remédios sem receita, como o paracetamol, têm o mesmo efeito.

O CBD é o componente da cannabis mais usado com fins medicinais e terapêuticos, e pacientes relatam bons resultados em muitos quadros diferentes. Mas, como tudo no mundo da cannabis, ainda tem muito a aprender.

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