Como aumentar a produção de maconha sem estressar a planta
CULTIVO

Como aumentar a produção de maconha sem estressar a planta

Mais planta, mais adubo e mais luz não é sinônimo de mais colheita: o que de fato aumenta a produção é genética, nutrição na medida e clima sob controle.

POR Redação CosechaLibre7 MIN DE LEITURA

Manicure de buds de maconha depois da colheita

Para aumentar a produção de maconha, o que pesa de verdade é escolher uma genética produtiva, alimentar e regar a planta do jeito certo em cada fase e controlar o clima, principalmente luz, temperatura e umidade. Encher o espaço de planta, exagerar no adubo ou forçar o crescimento quase sempre dá o efeito contrário: planta estressada e colheita menor. Todo cultivador quer uma colheita boa e que compense o trampo, seja qual for o objetivo: tem quem queira mais flor para fumar, tem quem queira fazer destilados, óleos ou cremas medicinais. Uns preferem um único cultivo por ano para diluir o gasto com a conta de luz; outros, vários cultivos pequenos para nunca ficar sem. Tem várias técnicas e detalhes que fazem o seu cultivo sair do mediano e virar fora de série. As genéticas índicas, por diferença de estrutura, tendem a produzir mais que as sativas: esticam menos e têm mais galhos, então dão mais flores. Mais plantas por área de cultivo não significa necessariamente colheita maior. Muita planta junta gera muita umidade, abre a porta para doenças e ainda diminui a luz que cada planta recebe. Adubo demais, ou água e/ou luz demais, não vai necessariamente aumentar a produção. O mais provável é a planta se estressar. Acelerar o crescimento normal da planta ou estressá-la no vegetativo também não ajuda a produção, porque as flores podem não se desenvolver direito ou até apresentar alguma deficiência. Dito isso, vamos ver quais fatores de cultivo ajudam a planta de maconha a produzir mais no final.

Buds de maconha prontos para a manicure

Genética: Uma das coisas mais importantes para aumentar a produção é apostar em genéticas com predisposição a crescer e formar muita flor. Nessa busca, lembre que as genéticas landrace (as variedades nativas de cada região) sempre vão produzir menos que os híbridos modernos dos bancos de sementes. Também é verdade que a essência e a potência tão típicas da maconha se conservam melhor nas sementes regulares do que nos híbridos. Ou seja, uma semente automática não vai render o mesmo que uma feminizada, e, seguindo a mesma lógica, cada tipo de semente tem genéticas diferentes dentro da sua categoria. Algumas genéticas famosas pela produção são Big Bud, Critical +, Monster, Critical Kush, King Kong e White Rhino, entre outras. Quando o assunto é genética, o melhor é perguntar a bancos de sementes que manjam do assunto para conhecer mais variedades com rendimento potencialmente alto. Nutrientes: É verdade que, em condições normais e sem nenhum problema, a planta de maconha tende a se virar bem. Tem um monte de lugar onde ela cresce sozinha na natureza, sem ajuda de ninguém. Mesmo assim, a adubação e a rega certas fazem a diferença entre um “mato” qualquer e uma planta robusta com uma produção decente. Um bom substrato, fertilizantes de qualidade usados direito em cada fase e um bom manejo da água vão te dar uma produção muito melhor. A frequência de rega depende, em geral, do substrato que você usa. Quando ele estiver seco ou quase totalmente seco, é hora de regar, porque a ideia é evitar água parada, que pode apodrecer a raiz. Em adubo, tem de tudo: enraizador, adubo de crescimento, de floração, engordador, enzimas, açúcares etc. O kit mais básico é o enraizador mais os adubos de crescimento e de floração da mesma linha. A gente recomenda usar a mesma marca do começo ao fim de cada cultivo e, dentro do orçamento, ficar com marcas conhecidas e de boa reputação. Na adubação, saiba que em geral os produtos minerais (químicos) costumam ser mais eficazes que os orgânicos ou biológicos. Muita gente prefere o cultivo orgânico para ter uma colheita mais limpa, mas, se você fizer a lavagem de raiz (flush) no fim do ciclo, não precisa se preocupar em fumar química. Clima: Aqui vale separar o cultivo indoor do outdoor. Em geral, o indoor dá resultados melhores. A lógica é simples: no indoor você controla o clima em que a planta vive, enquanto no outdoor (fora as estufas) você fica totalmente nas mãos do tempo. É por isso que o cultivo ao ar livre é feito nos meses mais quentes e secos. No indoor, dá pra controlar com facilidade os parâmetros do cultivo com diferentes equipamentos e ajustar tudo conforme o que você e as plantas precisam. Por exemplo: se esquentar demais por causa do tipo de lâmpada ou da estação do ano, dá pra usar um exaustor ou um kit de refrigeração. A umidade também se controla no indoor: com um desumidificador quando sobra umidade, ou simplesmente borrifando água nas plantas quando o ar fica seco demais.

Planta de maconha em cultivo indoor

Quanto à luz, todo mundo sabe que a fotossíntese é o motor do crescimento de qualquer planta. Parece óbvio que, dentro de uma faixa de temperatura adequada e respeitando os ciclos da planta, mais fótons (mais luz útil para a planta) significam um desenvolvimento melhor. Esses três fatores mudam no cultivo indoor ou outdoor, e também conforme o jeito de cultivar: em vaso com turfa, com fibra de coco, em aeroponia, em hidroponia etc.

Como aumentar a produção de buds?

Para aumentar a produção de buds na planta de maconha, dá pra seguir várias estratégias:
  1. Genética certa: escolher genéticas conhecidas por dar muito bud e bom rendimento pode ser decisivo. Ir atrás de híbridos ou de genéticas de dominância índica ajuda a ter buds mais densos e volumosos.
  2. Iluminação adequada: luz boa é essencial para o crescimento e para a produção de buds. Usar lâmpadas de cultivo de qualidade e acertar a intensidade e o espectro ajuda a tirar o máximo dos buds.
  3. Nutrição equilibrada: dar à planta uma alimentação equilibrada e adequada é fundamental. Usar fertilizantes específicos para cannabis e seguir uma tabela de adubação bem pensada favorece um crescimento saudável e mais produção de buds.
  4. Podas e técnicas de treino: técnicas de poda, como o topping (poda apical) ou a limpeza dos galhos de baixo, e técnicas de treino, como o LST (Low Stress Training, treino de baixo estresse) ou a desfolha seletiva, ajudam a distribuir melhor a energia da planta e favorecem a formação de vários buds principais.
  5. Controle do ambiente: manter temperatura, umidade e ventilação adequadas é essencial para a planta crescer saudável e produzir buds. Um ambiente no ponto ideal pode levar o rendimento lá para cima.

Como aumentar a potência da maconha?

Vale lembrar que a potência da maconha é definida principalmente pela genética da planta e pelos canabinoides que ela produz naturalmente. Mesmo assim, algumas estratégias ajudam a tirar o máximo de potência:
  1. Escolher genéticas potentes: optar por genéticas conhecidas pela alta concentração de canabinoides, como THC ou CBD, pode aumentar a potência. Pesquisar as características de cada genética e escolher as que têm mais do canabinoide que você procura faz diferença.
  2. Colher na hora certa: esperar o ponto ideal de colheita mexe na potência. Observar os tricomas (as glândulas de resina dos buds) e esperar que cheguem ao auge da maturação pode aumentar a concentração de canabinoides e, com isso, a potência.
  3. Cuidado durante o cultivo: dar às plantas um ambiente ideal, com boa iluminação, nutrição equilibrada e controle de temperatura e umidade, influencia a produção de canabinoides e, por consequência, a potência.
  4. Técnicas de cultivo avançadas: usar técnicas como poda, treino e nutrientes específicos pode ajudar a maximizar a produção de canabinoides e aumentar a potência da maconha.

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