
Como escolher a genética de maconha certa pra você
THC, CBD, sativa, índica ou híbrida: o que olhar antes de escolher a strain que combina com a brisa que você quer.

Pra escolher a genética de maconha certa pra você, olhe três coisas: a proporção de THC e CBD (que define boa parte da brisa), se ela é sativa, índica ou híbrida, e o perfil de sabor e terpenos. Tem strain que bate mais na cabeça e strain que pega mais no corpo. Sabor, efeito, cheiro e terpenos mudam de uma genética pra outra, e no meio de tanta opção fica difícil saber o que você procura.
Pra entender qual é a strain ideal pra você, o melhor é analisar vários aspectos da planta.

O que torna uma genética de maconha única? A estrutura de qualquer planta de cannabis depende de duas coisas:
- A genética (genótipo)
- O ambiente de cultivo, que ajuda a expressar as características físicas que estão no código genético, como formato, cheiro, cor e resina, que a planta acaba mostrando.
Cada strain tem características bem definidas, mas cada planta expressa seus genes de um jeito único, de acordo com o ambiente em que cresce.
A cannabis é diversa demais. Bancos de sementes e dispensários do mundo todo oferecem um monte de strains com efeitos e compostos ativos diferentes. Dependendo de como cada genética foi criada, ela vai ter uma combinação própria de compostos ativos.
Na maioria das strains existe um equilíbrio entre THC e CBD que ajuda a definir o efeito e a potência. Na maior parte dos casos, é essa proporção entre THC e CBD que decide a experiência que você vai ter. E o quimiotipo (o perfil químico da planta) é determinado em grande parte pela genética.
A maioria dos breeders e bancos de sementes informa se a strain é sativa, índica ou híbrida, mas normalmente não fala do quimiotipo. Mesmo assim, dá pra sacar o quimiotipo olhando a potência de canabinoides que vem na descrição de cada genética, tanto nos bancos de sementes quanto nos dispensários.
THC e CBD são dois compostos ativos da cannabis que podem dar experiências diferentes quando você consome. Sabe-se que o THC é mais psicoativo e cerebral, enquanto o CBD age mais no corpo, e há estudos que apontam que ele ajuda a reduzir a inflamação.
Vale destacar que CBD e THC têm vários usos medicinais em comum. Pacientes relatam alívio com os dois pra problemas parecidos, como insônia, depressão, dor crônica e mais.
Só que o CBD não dá a euforia nem a viagem que vêm com o THC. Tem gente que prefere usar CBD justamente por não ter esse efeito colateral.
Índica ou sativa? Essa é a pergunta mais antiga do mundo canábico. As duas categorias têm muitos dos mesmos compostos, mas podem dar experiências bem diferentes.
Por exemplo, as sativas mexem mais com a cabeça, e quem fuma costuma sentir uma energia alta, estimulante. Já as índicas são as strains procuradas pra ajudar a pegar no sono, aliviar o estresse e diminuir a dor. O efeito costuma ser sentido no corpo, o tal do “body high”.
Se você quer uma strain que acorde os sentidos e puxe a criatividade ou o papo, as sativas são uma boa escolha. As índicas entregam uma experiência mais suave e sedada. As híbridas também são muito populares e podem juntar o melhor dos dois mundos, com experiências únicas e potentes.
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