Ervas para misturar com maconha: 16 opções e o que cada uma muda no beck
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Ervas para misturar com maconha: 16 opções e o que cada uma muda no beck

Lúpulo, verbasco, lavanda, folha de framboesa, artemísia: sabor, queima e efeito de cada erva fumável quando entra no baseado.

POR Redação CosechaLibre10 MIN DE LEITURA

Dá para misturar várias ervas com maconha: lúpulo, verbasco, folha de framboesa, lavanda, camomila, artemísia e outras plantas fumáveis que mudam o sabor, deixam a queima mais lenta e, em alguns casos, trazem efeitos próprios. Muita gente prefere misturar a erva com outras coisas para turbinar ou suavizar a brisa, e as ervas são a alternativa mais limpa ao tabaco.

Para deixar o baseado bem forte, dá para colocar wax, haxixe ou kief. Para segurar a onda, muita gente põe tabaco, mas essa não é a melhor opção. Se você não fuma cigarro, o gosto pode dar nojo, e além disso faz mal.

A melhor saída, então, é usar outras ervas que não façam mal e combinem com a maconha. Tem erva que ajuda o baseado a queimar mais devagar, como faz o tabaco. Mas o mais incrível é que muitas das ervas gostosas de fumar também têm efeitos terapêuticos ou psicoativos próprios, e várias até compartilham alguns terpenos com a cannabis.

Ou seja: misturar certas ervas com maconha pode melhorar o sabor do bud, complementar os efeitos ou até trazer efeitos novos. Por isso, usar flores e ervas no baseado é a melhor opção.

Plantas que dá para fumar: o que levar em conta?

  • Se a lavanda no banho ajuda a relaxar e o chá de camomila dá sono, o mesmo pode acontecer quando você fuma. As plantas são mágicas, e misturar ervas fumáveis no ritual da cannabis mostra o quanto a gente pode ser criativo.
  • Importante: fumar qualquer coisa pode fazer mal ao corpo, por isso é fundamental escolher com informação. Procure ervas para fumar cultivadas de forma orgânica, para não colocar química e toxinas na sua maconha.
  • Uma boa regra na hora de misturar flores de maconha com ervas naturais é começar com pouco e ir devagar, um conselho que vale para qualquer coisa nova que você for experimentar. Com uma mistura de ervas pronta, uma proporção de 25% de ervas para 75% de cannabis é um bom ponto de partida. Como sempre, cada um descobre o que funciona melhor testando aos poucos.

Ervas para misturar com cannabis:

Um cigarro de ervas aromáticas pode ajudar a maconha a queimar mais devagar, como faz o tabaco. Mas o incrível das ervas medicinais fumáveis é que muitas das mais gostosas de fumar também podem ter efeitos terapêuticos ou psicoativos próprios, e compartilham alguns dos mesmos terpenos da cannabis.

Então, misturar certas ervas com maconha não só pode melhorar o sabor do bud, como pode complementar os outros efeitos ou até trazer efeitos novos. A lavanda no banho pode te ajudar a relaxar e o chá de camomila pode te dar sono. Com o fumo é parecido. As plantas são mágicas, e misturar ervas fumáveis no ritual da cannabis mostra o quanto a gente pode ser criativo.

Se você quer fumar ervas naturais, recomendamos estas para misturar com a cannabis:

Folha de framboesa

Usada como chá medicinal há centenas de anos, é uma das plantas fumáveis mais neutras: o sabor e o cheiro equilibrados não brigam com os da cannabis, então ela é perfeita quando você quer realçar o sabor e o aroma dos seus buds. Além disso:

  • Como queima devagar, é perfeita para o baseado que vai rodar na roda.
  • A folha de framboesa combina com qualquer genética, então dá para testar com as suas favoritas.
  • Pode ser especialmente útil com genéticas de THC muito potentes, porque às vezes ajuda a evitar uma brisa forte demais.

Camomila:

Juntas, camomila e maconha podem trazer benefícios diferentes. E vale saber que a camomila sozinha é procurada para ajudar na digestão e no relaxamento.

Damiana:

Pode favorecer o relaxamento e a euforia, e às vezes foi usada como afrodisíaca. Na verdade, foi uma das ervas preferidas, na tradição popular, para melhorar a libido e a fertilidade.

É conhecida por melhorar o humor e favorecer o relaxamento, com uma leve sensação de euforia e mais criatividade e imaginação. Junto com a cannabis, vira uma das flores fumáveis mais procuradas para aliviar a tensão.

Equinácea:

É procurada por quem busca alívio da dor e da inflamação, e há quem a associe ao sistema endocanabinoide.

Eucalipto:

Dá um sabor picante, parecido com o de mentol, e muita gente relata sensação de respiração mais aberta.

Manjericão:

Há quem fume manjericão para aliviar o estresse, e ele é associado a níveis menores de cortisol.

Lúpulo:

a flor do lúpulo é parente da cannabis e compartilha com ela o terpeno mirceno, o que pode ajudar no relaxamento. Além do sabor intenso que dá à cerveja, o lúpulo é usado há séculos com fins holísticos. E, como é da família Cannabaceae, a mesma da cannabis, é fácil de fumar. Além disso:

  • Tem um perfil de terpenos muito parecido com o de várias genéticas de cannabis, e as flores são riquíssimas em mirceno, que dá um efeito relaxante e sonolento.
  • Colocar lúpulo seco no baseado ajuda a ter um relaxamento extra que turbina a brisa.
  • Na hora de soltar a fumaça, você sente um sabor puro de lúpulo com toques de zimbro e pinho. É denso, cítrico e encorpado.

Lavanda:

Maconha com lavanda é uma das combinações mais conhecidas. A lavanda é gostosa de fumar, com um sabor refrescante, leve e aromático. O cheiro delicioso vem do terpeno linalol, que também aparece em algumas genéticas de cannabis e é conhecido por ajudar a baixar a ansiedade. Por isso, maconha e lavanda são consideradas uma boa dupla para um relaxamento mais profundo, ou para misturar com indicas ricas em linalol e realçar o toque de lavanda.

Como as flores são delicadas e miudinhas, dá para bolar um baseado com lavanda sem dichavar, e por isso ela é uma das flores fumáveis mais conhecidas. A combinação também é mais sutil do que você imaginaria, já que a planta costuma ter um aroma forte. Tanto que muita gente fuma lavanda para suavizar a aspereza da fumaça e deixá-la bem menos agressiva na garganta e nos pulmões.

Hortelã:

dá um sabor fresco e muita gente sente as vias respiratórias mais livres

Artemísia:

tem um sabor parecido com o da sálvia e é associada ao descanso, à criatividade e aos sonhos lúcidos. A artemísia é uma flor picante e aromática, e há quem diga que ela tem efeitos psicoativos próprios (só quando fumada). Em doses baixas, diz-se que melhora o raciocínio e a criatividade.

Tem uma textura grudenta, parecida com algodão, que facilita bolar, porque a maconha gruda nela.

O sabor apimentado e de nozes realça o da cannabis e também pode suavizar a fumaça, deixando-a menos áspera na garganta. É uma boa opção para relaxar na hora de dormir.

Passiflora:

A passiflora tem um grupo de compostos conhecidos como alcaloides harmala, que segundo usuários ajudam a equilibrar as emoções e podem até potencializar alguns efeitos eufóricos da maconha. Também era usada como afrodisíaca. Essa flor totalmente natural tem fama de acalmar os nervos e agir de forma parecida com um sedativo, então é um belo complemento para a brisa da cannabis, equilibrando genéticas potentes com muito THC que algumas pessoas acham estimulantes demais. Além disso, a passiflora tem um sabor quente de cravo-da-índia que combina muito bem com genéticas condimentadas dominadas pelo cariofileno, o terpeno picante, como uma Hash Plant. Tem um sabor adocicado e também pode amplificar ou prolongar o efeito.

Rosa:

umas poucas pétalas dão um aroma e um sabor floral delicados. Colocar pétalas de rosa secas na mistura é um ótimo jeito de melhorar o sabor e a fragrância. As rosas secas são usadas há muito tempo como afrodisíaco, então podem trazer uma euforia leve e uma sensação boa, além de uma fumada doce, aromática e de sabor suave. A rosa queima devagar, então combina muito bem com a cannabis para uma queima suave e uniforme, que não apaga fácil. As pétalas se esfarelam com os dedos, sem precisar de dichavador. E o perfil de sabor combina com qualquer genética de toques florais ou cítricos, então pode ser uma adição interessante à sua Diesel favorita.

Alecrim:

tem o terpeno betacariofileno, procurado por quem quer aliviar a inflamação e o estresse. O alecrim é outra erva conhecida, presente em muitas hortas e em muitos pratos deliciosos. Além do sabor ótimo, é associado à melhora da cognição e da memória por causa dos princípios ativos da planta. Há quem o procure também para a inflamação e a imunidade.

Sálvia:

pode favorecer o relaxamento, a digestão e abrir o apetite; um pouquinho já rende muito.

Erva-mate:

não muda o sabor nem acrescenta efeito, mas é uma alternativa agradável ao tabaco.

Verbasco:

O verbasco tem propriedades que podem diminuir um pouco a tosse que costuma vir com o fumo e reduzir a secura. Se você acha a fumaça da cannabis pesada demais para a garganta, o verbasco é um ótimo acréscimo. Na verdade, ele é fumado há séculos pela fama de ter efeito relaxante nas vias respiratórias. Também dizem que tem efeitos sedativos e diuréticos. O verbasco tem um aroma parecido com o do chá-preto, e quando fumado solta um cheiro que lembra fogueira. O sabor é bem leve, com notas amadeiradas e um toque de cedro. É uma erva suave e, embora tenha bastante sabor, dá uma fumaça muito equilibrada e queima de forma uniforme. Funciona com sativas para manter o foco enquanto você estuda, ou com indicas para desligar depois de um dia puxado.

Misturar maconha com tabaco: 

Misturar maconha com tabaco é comum entre alguns usuários. Mas é importante saber que combinar as duas coisas pode ter efeitos positivos e negativos para a saúde.

Para começar, o tabaco tem nicotina, uma substância altamente viciante que pode fazer mal ao organismo. Misturando tabaco com maconha, o risco de viciar em nicotina aumenta, o que pode dificultar largar o cigarro no futuro.

Por outro lado, alguns defensores dessa mistura dizem que o tabaco potencializa o efeito da maconha. Isso porque o tabaco tem alcaloides como a nicotina, que podem agir no sistema nervoso central e potencializar os efeitos psicoativos da maconha.

Mas vale lembrar que fumar qualquer tipo de planta, seja tabaco ou maconha, significa inalar substâncias tóxicas e cancerígenas que podem danificar os pulmões e o sistema respiratório como um todo. Além disso, o tabaco por si só faz mal à saúde, aumentando o risco de doenças cardiovasculares e câncer.

Em vez de misturar maconha com tabaco, existem alternativas mais saudáveis. Muitos usuários preferem misturas de ervas como lúpulo, verbasco ou artemísia para substituir o tabaco. Essas misturas, conhecidas como substitutos do tabaco, podem dar uma experiência de fumo parecida sem a nicotina do tabaco.

Resumindo: misturar maconha com tabaco é uma escolha pessoal, mas vale pesar os possíveis efeitos negativos para a saúde. Optar por alternativas mais saudáveis, como substitutos do tabaco à base de lúpulo, verbasco ou artemísia, pode ser uma escolha mais segura e consciente. Fique sempre informado e tome decisões responsáveis sobre a sua saúde.

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