Maconha e enxaqueca: o risco da cefaleia de rebote e o que fazer na crise oftálmica
SAÚDE

Maconha e enxaqueca: o risco da cefaleia de rebote e o que fazer na crise oftálmica

A erva alivia a dor de alguns, mas um estudo com 368 pacientes acendeu um alerta que quem tem enxaqueca crônica precisa conhecer.

POR Redação CosechaLibre5 MIN DE LEITURA

Muita gente com enxaqueca usa maconha para aliviar a dor, e há relatos de alívio temporário. Mas um estudo apresentado na Academia Americana de Neurologia acendeu um alerta: pessoas com enxaqueca crônica que usavam cannabis tinham seis vezes mais chance de ter cefaleia de rebote, a dor de cabeça que piora pelo uso excessivo de remédios. Ou seja, a erva pode ajudar alguns, mas não é solução mágica e tem riscos.

O que é enxaqueca e como ela é tratada?

A enxaqueca é uma forma crônica de dor de cabeça que pode vir com sintomas pesados: dor latejante, náusea, vômito e sensibilidade à luz e ao barulho. Para muita gente, achar um tratamento que funcione é uma luta. Os tratamentos tradicionais incluem analgésicos, remédios específicos para enxaqueca e mudanças no estilo de vida.

A maconha como opção para a enxaqueca

A cannabis é estudada como possível opção para a enxaqueca por suas propriedades analgésicas e anti-inflamatórias. Alguns usuários relatam que fumar maconha ou usar óleo de cannabis alivia a dor por um tempo e diminui a intensidade das crises. Só que esse caminho não é livre de riscos.

Enxaqueca e cefaleia de rebote: o alerta do estudo

Um estudo apresentado no 73º Encontro Anual da Academia Americana de Neurologia trouxe resultados curiosos sobre maconha e enxaqueca. Os pesquisadores analisaram 368 pessoas com enxaqueca crônica e viram que quem usava cannabis tinha seis vezes mais probabilidade de ter cefaleia de rebote do que quem não usava.

A cefaleia de rebote, também chamada de cefaleia por uso excessivo de medicamentos, acontece quando a pessoa com enxaqueca abusa dos remédios para dor. O achado sugere que a cannabis pode ter um efeito rebote em quem tem enxaqueca, piorando a dor de cabeça.

Uso responsável de maconha para enxaqueca

Mesmo que algumas pessoas sintam alívio temporário com a maconha, vale frisar: não é solução definitiva e tem riscos. Alguns pontos importantes:

  1. Converse com um profissional de saúde: antes de pensar na cannabis como tratamento para enxaqueca, consulte um médico ou neurologista. Ele pode te ajudar a entender riscos e benefícios e avaliar se faz sentido no seu caso.
  2. Evite o uso excessivo: o estudo apontou uma ligação entre uso pesado de cannabis e cefaleia de rebote. Use com responsabilidade e siga as orientações de dose do seu médico.
  3. Conheça outras opções: além da cannabis, existem tratamentos médicos e mudanças de hábito que ajudam a controlar a enxaqueca, como remédios com receita, fisioterapia e técnicas de manejo do estresse.
  4. Infusão de maconha e óleo de cannabis: algumas pessoas relatam que chás de maconha ou óleo de cannabis passado nas têmporas dão um alívio temporário. Mesmo assim, isso deve ser feito com acompanhamento profissional.

Resumindo: a maconha pode trazer algum alívio para quem tem enxaqueca, mas também tem riscos, como a cefaleia de rebote. Se você pensa em incluir a cannabis no seu tratamento, fale com um médico e use com responsabilidade. Enxaqueca é uma condição complexa e pede um acompanhamento cuidadoso e personalizado.

Como aliviar a enxaqueca oftálmica?

Aliviar uma enxaqueca oftálmica (também chamada de enxaqueca ocular ou enxaqueca com aura visual) pode ser difícil, porque os sintomas visuais incomodam muito: flashes de luz, linhas em zigue-zague e perda temporária da visão. Algumas dicas que podem ajudar:

1. Procure um lugar tranquilo: luz forte e barulho podem piorar a crise. Ache um lugar escuro e silencioso para descansar. Feche cortinas ou persianas e apague as luzes para reduzir o estímulo visual.

2. Use compressas frias: coloque uma compressa fria ou uma bolsa de gelo enrolada num pano sobre os olhos fechados por 15 a 20 minutos. Isso pode aliviar a sensação de pressão e o desconforto.

3. Descanse: tente dormir ou descansar num lugar escuro e silencioso. O sono pode reduzir a intensidade e encurtar a crise.

4. Evite os gatilhos: identificar e evitar o que dispara a sua enxaqueca ajuda. Os gatilhos podem incluir certos alimentos, bebidas, estresse, falta de sono e outros fatores. Anotar as crises ajuda a enxergar padrões e gatilhos pessoais.

5. Remédios: converse com um médico sobre as opções de tratamento. Em alguns casos, remédios com receita, como os triptanos, ou analgésicos podem aliviar a dor da enxaqueca oftálmica.

6. Relaxamento e manejo do estresse: técnicas como meditação, respiração profunda ou ioga podem ajudar a reduzir a frequência e a intensidade das crises.

7. Mantenha uma alimentação equilibrada: não pule refeições e capriche no equilíbrio da dieta. Jejum e alimentação desregulada podem disparar crises em algumas pessoas.

8. Hidratação: beba água ao longo do dia. A desidratação às vezes dispara a enxaqueca.

9. Consulte um oftalmologista: se as crises de enxaqueca oftálmica são frequentes, procure um oftalmologista, de preferência com experiência em enxaqueca. Ele pode avaliar a saúde dos seus olhos e dar orientações específicas para aliviar os sintomas.

10. Nada de automedicação: não se automedique sem falar com um profissional de saúde, porque alguns remédios podem não ser seguros ou adequados para a enxaqueca oftálmica.

Lembre que cada pessoa é diferente, e o que funciona para uma pode não funcionar para outra. Se as crises de enxaqueca oftálmica são fortes ou frequentes, procure orientação profissional para um diagnóstico certo e um plano de tratamento sob medida.