O que é semente autoflorescente: como funciona e como germinar
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O que é semente autoflorescente: como funciona e como germinar

A automática floresce sozinha, sem depender das horas de luz, graças à genética ruderalis; veja prós, contras e o passo a passo da semente ao vaso definitivo.

POR Redação CosechaLibre5 MIN DE LEITURA

Uma semente de maconha é autoflorescente quando a planta floresce sozinha, sem depender do ciclo de luz, porque carrega genética de Cannabis ruderalis. Essas genéticas, também chamadas de automáticas, começam a florir com poucas semanas de vida. Pra tirar o máximo delas, é preciso seguir regras bem diferentes das que a gente está acostumado com as sementes feminizadas.

Como se fazem sementes de maconha autoflorescentes?

As sementes autoflorescentes, ou de floração automática, saem do cruzamento de plantas fotoperiódicas com genéticas ruderalis.

Mas o que é a Cannabis ruderalis?

A Cannabis ruderalis é uma subespécie do cânhamo que nasce principalmente em regiões frias, como o Leste Europeu, a Ásia Central e outros lugares com clima nada favorável pra maconha. É baixinha e tem pouco THC, mas se destaca pela capacidade de florir automaticamente, não importa quanta luz receba.

Desse cruzamento saem as plantas autoflorescentes, que começam a florir entre a segunda e a quarta semana de crescimento, independentemente da luz recebida (fotoperíodo).

Por isso, entre outros motivos, muitos bancos de sementes autoflorescentes e marcas de sementes de maconha passaram a focar o trabalho na criação de automáticas.

A autofloração é um processo único e raro. Ela surge quando os breeders que trabalham com as variedades mais usadas de Cannabis indica ou sativa incorporam genética de Cannabis ruderalis.

As índicas e sativas puras dependem do fotoperíodo (a mudança na proporção entre horas de luz e de escuro a que ficam expostas) pra florir, enquanto as ruderalis quase sempre não dependem.

Vantagens de cultivar plantas automáticas

  • As sementes autoflorescentes permitem a quem cultiva no outdoor fazer cultivos fáceis e rápidos. E dá pra ir tirando ciclos inteiros de automáticas enquanto as fotoperiódicas ainda estão crescendo ou florindo. Na Argentina, o cultivo de automáticas ao ar livre é possível legalmente graças ao REPROCANN (o registro argentino de cannabis medicinal).
  • São plantas pequenas (no máximo 1 metro de altura, mais ou menos), por isso as automáticas são bem discretas no outdoor, em terraços, sacadas ou varandas.
  • Se o clima deixar (mínimas sempre acima de 10 °C), dá pra cultivar automáticas no outdoor o ano inteiro.
  • Como o ciclo é curto e rápido, a planta fica menos exposta a todo tipo de praga.
  • Cultivando automáticas no outdoor, você vai perceber que elas aguentam mais o frio, mas agradecem um clima ameno.

Desvantagens de cultivar sementes automáticas

  • No indoor, se você plantar feminizadas fotoperiódicas de floração rápida, consegue igualar o tempo de cultivo de uma automática, com mais qualidade e mais produção nas fotoperiódicas.
  • Como não respondem ao fotoperíodo, não dá pra conservar nenhuma genética automática: nada de planta-mãe nem de clones.
  • As sementes autoflorescentes têm menos canabinoides que a mesma genética na versão fotoperiódica.

Como germinar sementes de maconha autoflorescentes

Germine a semente:

Pra isso, você precisa de um método de germinação e de uma das muitas sementes que encontra na nossa loja.

Prepare os vasos:

Com as sementes germinadas, deixe prontos uns vasinhos de 7×7 cm com terra, onde a raiz cresça sem nenhum obstáculo. O ideal é evitar germinar em Jiffy (aquelas pastilhas de turfa prensada).

Primeiro, encha os vasos de terra e regue bem, porque até a planta aparecer na superfície você não vai molhar de novo. Se regar antes de a semente brotar, ela pode se mexer, subir pra superfície, afundar mais do que devia ou queimar ao sair com a terra muito úmida.

Enterre a semente:

Enterre a semente de meio a um centímetro de profundidade, abrindo um buraco com uma caneta ou algo parecido. Coloque a semente com a raiz pra baixo, cubra com um pouco de terra sem apertar muito e deixe ali até ela finalmente aparecer na superfície do vaso.

O ideal é manter 24 horas de luz nessa fase, até o transplante pro vaso definitivo. Se você não tiver lâmpada, dê o máximo de luz possível e não deixe o vaso pegar frio.

Agora é esperar:

Espere a planta sair da terra e dar aquela esticada típica das sementes de maconha procurando luz. Isso leva uns quatro ou cinco dias, não muito mais. Fique ligado nesse momento pra não passar do tempo e a planta não começar a se desenvolver no vasinho.

Passe pro vaso definitivo:

Encha o vaso definitivo de terra até em cima, bem acomodada pra não baixar muito na rega; se apertar demais, falta oxigênio e as raízes não ficam saudáveis. É pra apertar na medida certa, e isso também se aprende com o tempo. A luz ideal é de 20 horas por dia até o fim, ou o máximo de horas de sol possível.

Com o vaso definitivo cheio, abra um buraco pra encaixar a muda do vasinho. Faça fundo, porque ela vai ser enterrada com caule e tudo. Depois, regue aos poucos e pelas bordas, pra encharcar bem a terra.

Atenção ao pH

O pH do solo define a capacidade da planta de absorver os nutrientes que ele tem. Se o pH estiver alto demais (alcalino) ou baixo demais (ácido), pode rolar um bloqueio de nutrientes e a planta vai sofrer com deficiências. A maconha se dá melhor em solo com pH entre 6,0 e 6,5.

Substrato ideal para automáticas

É importante escolher um substrato de qualidade e bem aerado pra cultivar suas autoflorescentes.

Normalmente a terra já vem com fibra de coco, mas dá pra acrescentar mais (30 a 50%) pra deixar o substrato mais aerado.

Também dá pra usar só fibra de coco, mas lembre que ela é um substrato inerte, então você vai ter que adubar desde o começo do cultivo.

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