Por que a música fica melhor chapado? A ciência e 10 sons clássicos
CONSUMO

Por que a música fica melhor chapado? A ciência e 10 sons clássicos

Tempo mais lento, sistema endocanabinoide, placebo e ritual: as teorias que explicam a parceria entre maconha e música, mais um top 10 para dar o play.

POR Redação CosechaLibre7 MIN DE LEITURA

A música parece melhor depois de um beck porque a maconha desacelera a percepção do tempo, ativa o sistema endocanabinoide (ligado à atenção e ao humor) e relaxa, o que deixa mais fácil mergulhar em detalhes do ritmo e da melodia. Parte disso também pode ser placebo e ritual, mas muita gente que curte cannabis jura que a combinação deixa a experiência sensorial mais rica, com mais conexão com as emoções que a música desperta.

A ciência e a cultura pop vêm debatendo há décadas como a cannabis mexe no jeito de processar e curtir música, e essa dupla virou um fenômeno que merece ser destrinchado.

Maconha e música: fones de ouvido e um beck

Maconha e música: qual é a conexão?

Existem várias teorias que tentam explicar por que a experiência musical fica mais intensa com cannabis. Da alteração na percepção do tempo ao efeito no sistema endocanabinoide, elas sugerem que a maconha muda o jeito de ouvir e sentir a música.

Bora ver algumas das possíveis razões para tanta gente curtir mais a música quando está sob efeito da maconha.

Percepção do tempo alterada depois de fumar um

Uma das teorias mais aceitas é que o efeito da maconha mexe na percepção do tempo e faz tudo parecer mais lento. Isso deixaria quem ouve perceber a música de forma mais profunda e detalhada, como se tivesse “mais tempo” para prestar atenção em cada elemento da faixa.

Com o “relógio interno” mais lento, dá para notar nuances e detalhes que passariam batido no estado normal.

O sistema endocanabinoide em ação

A maconha ativa o sistema endocanabinoide, um sistema biológico complexo que regula funções do cérebro como dor, memória e humor. Essa ativação poderia aumentar a concentração e a atenção, o que daria uma apreciação maior da música. Mais focado nos detalhes do som, você capta partes da música que normalmente nem perceberia.

Placebo e relaxamento

Outra teoria aposta no efeito placebo. A pessoa pode achar que a música soa melhor sob efeito da cannabis simplesmente porque quer que seja assim, e isso já ajuda a se conectar mais com as faixas. O relaxamento que a maconha dá também pode pesar, já que relaxado é mais fácil mergulhar na experiência musical.

O ritual da cannabis e da música

Fumar e ouvir música muitas vezes andam juntos, como parte de um ritual social ou pessoal. Para muita gente, acender um beck com um som rolando vira uma experiência sensorial compartilhada, em que fumaça e melodia parecem se misturar num clima único e gostoso. Essa associação reforça a ideia de que música e maconha estão entrelaçadas e deixa o momento ainda melhor.

Maconha e criatividade artística

Muitos músicos e artistas icônicos, como os Beatles, Bob Marley, Snoop Dogg e Brian Wilson, usaram maconha no processo criativo. A cannabis pode influenciar não só a criação musical, mas também o jeito como quem ouve percebe essas criações. Sob efeito da erva, o ouvinte pode distinguir nuances mais complexas e curtir detalhes que passariam despercebidos para outros.

Carl Sagan e a maconha

O famoso astrônomo e cientista Carl Sagan defendia o uso da maconha e descreveu como ela alterava seu estado mental e o fazia viver a música de outro jeito. Segundo ele, essa alteração o ajudava a entender conceitos musicais complexos, como harmonia e contraponto. Para muita gente, se valeu para uma mente brilhante como a de Sagan, é prova da conexão profunda entre maconha e música.

Resumindo: maconha e música formaram uma parceria que atravessa gerações, com teorias que sugerem como a cannabis pode alterar a percepção auditiva, enriquecer a experiência musical e aproximar a gente das emoções que a música desperta.

Buds de maconha prontos para a sessão

Dez músicas clássicas para ouvir fumando um

A conexão entre música e maconha é tema recorrente na cultura pop há décadas. Muitos artistas compuseram faixas que parecem feitas sob medida para curtir com um beck, e algumas atravessaram gerações até virar verdadeiros hinos canábicos.

Se você está atrás das melhores músicas para curtir a erva, aqui vai um top 10 para você decolar.

10. “In the Summertime” – Mungo Jerry (1970)

Esse clássico da banda britânica Mungo Jerry é perfeito para curtir a maconha num clima relaxado de verão. Com um ritmo alegre e vibrante, é impossível não se deixar levar pelos sons simples, mas originais. Chegou ao número 1 em vários países e segue entre os singles mais vendidos da história. Ideal para fumar e entrar na vibe boa.

9. “Rainy Day Women No. 12 & 35” – Bob Dylan (1966)

Considerada uma ode ao baseado, essa faixa de Bob Dylan foi barrada em algumas rádios pelo suposto apoio ao uso de drogas. No refrão, Dylan insiste que todo mundo deveria ficar chapado, com risadas e um coro que parece estar no meio da farra. Obrigatória em qualquer playlist para fumar.

8. “Astral Weeks” – Van Morrison (1968)

Esse disco inteiro já é uma viagem astral por si só. Apesar de não ter feito sucesso de cara, “Astral Weeks” hoje é reconhecido como uma obra-prima que mistura jazz, blues, folk e música clássica. Os sons etéreos fazem dele a trilha perfeita para uma viagem musical com maconha.

7. “Legalize It” – Peter Tosh (1976)

O hino da legalização da maconha no mundo anglo-saxão. Esse clássico do reggae de Peter Tosh não é só ótimo para fumar: ele fala diretamente da legalização da cannabis. Com uma mensagem clara e direta, “Legalize It” segue como referência na luta pelos direitos de quem usa maconha.

6. “You Don't Know How It Feels” – Tom Petty (1994)

Com um verso que convida a bolar mais um, essa música marcou toda uma geração de maconheiros nos anos 90. Embora Tom Petty não falasse diretamente de maconha, a faixa foi censurada em várias rádios pela aparente referência à erva. O clima relaxado, com acordeão e gaita, faz dela a trilha ideal para um fim de tarde tranquilo com um beck na mão.

5. “The End” – The Doors (1967)

Essa faixa épica e lisérgica de mais de 10 minutos é perfeita para quem quer uma experiência musical profunda enquanto fuma. Ela nasceu como uma música sobre um fim de namoro, mas virou uma viagem xamânica até as entranhas do universo. Jim Morrison e o The Doors convidam a “viajar até o fim”, e não tem jeito melhor de fazer isso do que sob efeito da cannabis.

4. “Hits from the Bong” – Cypress Hill (1993)

O grupo californiano Cypress Hill é sinônimo de maconha, e “Hits from the Bong” é uma ode à experiência de fumar. A faixa mistura hip hop com uma base sampleada de “Son of a Preacher Man”, de Dusty Springfield, e chama para uma viagem zoeira e exuberante. É a trilha sonora perfeita para uma boa sessão de bong.

3. “Kaya” – Bob Marley (1978)

Bob Marley não podia faltar nesta lista e, embora toda a discografia dele combine com maconha, “Kaya” é a música que mais representa o amor dele pela planta. Suave e relaxada, ela fala de amor e de erva, com uma letra que evoca a paz e o bem-estar que muita gente busca na cannabis. O disco “Kaya” é um clássico para quem ama maconha.

2. “Because I Got High” – Afroman (2001)

Esse sucesso viral de 2001 virou hino canábico rapidinho. Num tom despreocupado e bem-humorado, Afroman conta como a maconha bagunça o dia a dia do seu alter ego. Apesar da pegada divertida, a música também é um retrato dos possíveis excessos no uso de cannabis. Um clássico moderno que segue arrancando risada dos maconheiros.

1. “Young, Wild & Free” – Snoop Dogg, Wiz Khalifa & Bruno Mars (2011)

Esse sucesso mais recente é a mistura perfeita do lendário maconheiro Snoop Dogg, do rei da cannabis Wiz Khalifa e da voz suave de Bruno Mars. Com uma mensagem leve sobre vida e liberdade, “Young, Wild & Free” é uma bomba canábica feita para qualquer apreciador da erva. Perfeita para qualquer sessão com os amigos.