Tratamento com cannabis medicinal: para que serve, benefícios e riscos
SAÚDE

Tratamento com cannabis medicinal: para que serve, benefícios e riscos

Onde o tratamento com cannabis medicinal tem evidência, onde ainda é promessa, quais os efeitos colaterais e de que formas ela é usada.

POR Redação CosechaLibre5 MIN DE LEITURA

A maconha medicinal é procurada principalmente para dor crônica, náusea e vômito da quimioterapia, epilepsia resistente (onde o CBD tem a evidência mais sólida), espasticidade da esclerose múltipla e falta de apetite em pacientes com HIV/aids. Há estudos que apontam potencial também para sono, ansiedade, inflamação, glaucoma e TEPT, mas nada disso dispensa acompanhamento médico. O tratamento com cannabis medicinal pode ser feito com óleo em gotas, comestíveis, cremes ou inalação, e tem efeitos colaterais que vale conhecer antes de começar.

O que é a cannabis medicinal?

A cannabis medicinal vem da planta Cannabis sativa e tem uma série de compostos com interesse terapêutico. Os dois mais conhecidos são o delta-9-tetra-hidrocanabinol (THC) e o canabidiol (CBD). O THC é o responsável pelo efeito psicoativo, a brisa; já o CBD é conhecido pelo potencial terapêutico sem alterar a cabeça.

Doenças em que a cannabis medicinal é usada

A legalização da maconha medicinal em vários países levou ao seu uso em diferentes condições, entre elas:

  1. Câncer: a cannabis medicinal costuma ser usada para reduzir a náusea e a dor ligadas à quimioterapia.
  2. Esclerose múltipla: pode ajudar a reduzir a espasticidade (a rigidez muscular) e melhorar a qualidade de vida de quem tem essa doença neurológica.
  3. Epilepsia: estudos clínicos mostraram que o CBD reduz a frequência das crises em formas de epilepsia resistentes aos remédios.
  4. Dor crônica: é usada para aliviar a dor ligada a condições como artrite e lesões.
  5. HIV/aids: pode abrir o apetite e aliviar a náusea, comum em pacientes em tratamento antirretroviral.

Benefícios da cannabis medicinal

Os benefícios relatados da cannabis medicinal variam conforme a doença e o paciente. Entre eles:

  1. Alívio da dor: é procurada pela capacidade de reduzir dor crônica e aguda, trazendo alívio a pacientes em situações bem diferentes.
  2. Menos náusea e vômito: ajuda a controlar a náusea e o vômito causados por tratamentos como a quimioterapia.
  3. Sono melhor: alguns pacientes relatam melhora na qualidade do sono com a cannabis medicinal, o que interessa a quem sofre de insônia.
  4. Efeito anti-inflamatório: há estudos que apontam propriedades anti-inflamatórias no CBD, com possível uso em doenças inflamatórias crônicas.
Bud de maconha Critical Kush

Formas de usar a cannabis medicinal

A cannabis medicinal pode ser usada de vários jeitos, conforme a preferência e a necessidade do paciente:

  1. Inalação: fumar ou vaporizar faz o efeito chegar rápido, e é a escolha de muita gente que busca alívio imediato.
  2. Óleo de cannabis medicinal: os óleos de CBD e THC são tomados pela boca e permitem uma dosagem precisa, em gotas.
  3. Comestíveis: biscoitos, balas e outros comestíveis são uma opção discreta de consumo.
  4. Tópicos: cremes e pomadas aplicados na pele, usados para dores localizadas e problemas de pele.

Apesar do potencial, vale lembrar que a cannabis medicinal não resolve tudo e pode ter efeitos colaterais, como mudanças de humor, alterações de memória e risco de dependência.

A legalidade e o acesso à cannabis medicinal mudam de lugar para lugar. Na Argentina, onde fica a CosechaLibre, por exemplo, houve avanços na regulamentação da cannabis medicinal que ampliaram o acesso dos pacientes ao tratamento.

Se você está pensando em usar maconha medicinal, converse com um profissional de saúde e conheça as regras de onde você mora. A cannabis medicinal pode trazer alívio a quem convive com várias condições, desde que seja usada do jeito certo e com clareza sobre efeitos e riscos.

Para quais doenças a maconha serve?

A cannabis já foi usada com algum sucesso em várias doenças e condições. Algumas em que a cannabis, principalmente o canabidiol (CBD) e o delta-9-tetra-hidrocanabinol (THC), mostrou algum potencial:

  1. Dor crônica: a cannabis é usada para aliviar a dor crônica, como a da artrite, de lesões ou de doenças debilitantes.
  2. Epilepsia: o CBD mostrou eficácia em alguns tipos de epilepsia resistentes a outros tratamentos, como as síndromes de Lennox-Gastaut e de Dravet.
  3. Esclerose múltipla: pode ajudar a reduzir a espasticidade muscular e a dor da esclerose múltipla.
  4. Náusea e vômito: ajuda a controlar a náusea e o vômito, principalmente em quem faz quimioterapia ou vive com HIV/aids.
  5. Doenças inflamatórias: há estudos que apontam que a cannabis pode ajudar a reduzir a inflamação em doenças como a de Crohn e a artrite reumatoide.
  6. Distúrbios do sono: alguns pacientes relatam que dormem melhor com cannabis.
  7. Transtornos de ansiedade: em alguns casos, a cannabis pode ajudar a aliviar a ansiedade, mas isso varia muito de pessoa para pessoa (e THC em excesso pode piorar).
  8. Glaucoma: já foi usada para baixar a pressão intraocular em pacientes com glaucoma, o que pode ajudar a proteger o nervo óptico, embora o efeito dure poucas horas.
  9. Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT): há estudos que apontam algum potencial da cannabis para manejar os sintomas do TEPT.
  10. Doenças autoimunes: alguns pacientes com doenças autoimunes relatam melhora dos sintomas com o uso de cannabis.

Lembre que o efeito da cannabis varia de pessoa para pessoa, e nem todo mundo sente os mesmos benefícios. Por isso, é essencial falar com um profissional de saúde antes de usar cannabis para tratar qualquer doença ou condição. As leis sobre o uso de cannabis também mudam conforme o país e a região, então fique por dentro das regras de onde você vive.