
Azeite de maconha para cozinhar: receita em banho-maria
Azeite, flor e paciência: como fazer o óleo canábico em casa, quanto usar e os erros que estragam a receita.
Azeite de maconha é um jeito ótimo de consumir a erva sem fumar: você deixa flor ou sobras da colheita em banho-maria no azeite por algumas horas, coa e usa na comida. Assim como a manteiga canábica, o ideal é usar frio, numa salada ou em preparos que não esquentem demais. Os canabinoides quase não se dissolvem em água, mas se dissolvem muito bem em gordura, por isso óleo e manteiga são os veículos perfeitos.
Se a ideia é fazer um óleo de cannabis que qualquer pessoa possa consumir, sem risco de brisa nenhuma, o ideal é usar uma maconha com muito CBD e pouquíssimo ou quase nada de THC.
Ingredientes para fazer azeite de maconha
- 250 ml de azeite de oliva (pode ser óleo de coco, se você preferir)
- 10 g de flores ou 25 g de sobras da colheita
- Uma panela e uma tigela que sirvam para banho-maria
- Um coador de pano
- Um pote limpo para guardar o azeite
O THC e o CBD são solúveis em gordura. Ou seja: para fazer comestíveis, você precisa de uma gordura para o corpo conseguir aproveitar esses compostos.
O óleo usado na infusão absorve o THC e outros canabinoides, terpenos e flavonoides, e vira uma gordura potente que depois vai para a cozinha.

Como fazer azeite de maconha passo a passo
Fazer azeite de maconha não é complicado, mas tem uma sequência a seguir. O primeiro passo é dichavar as flores, para os canabinoides e os tricomas se soltarem com mais facilidade. Junto vem a descarboxilação, o aquecimento que ativa o THC: na temperatura do banho-maria ela acontece só em parte, por isso muita gente descarboxila a erva no forno antes. Mas como fica o banho-maria?
Coloque água para esquentar numa panela e, por cima, a tigela onde você vai misturar a maconha com o azeite. O banho-maria vai durar de 5 a 6 horas, em fogo médio-baixo, para o azeite nunca passar de 70-75 °C. É muito importante segurar a temperatura e não deixar chegar a 100 °C. Se a temperatura estiver subindo, uma boa dica é colocar mais água na panela.
Quando acabar o tempo, coe o azeite no coador de pano. Guarde num pote de vidro esterilizado, de preferência num armário onde não bata luz nem tenha muita umidade.
O ideal é esperar um mês antes de consumir, para o azeite assentar junto com os canabinoides. Dá para usar em saladas, pestos, molhos e do jeito que você preferir, mas a gente não recomenda levar ao fogo. Cozinhando, o azeite perde propriedades e fica meio prejudicial, como qualquer óleo aquecido. Óleo de qualquer tipo é mais saudável consumido “cru”.
Como usar o azeite de maconha?
Para quem quer um azeite de maconha com tudo o que a planta tem, incluindo os efeitos psicoativos, a recomendação é cultivar uma genética rica em THC ou com mais THC do que CBD.
Assim dá para fazer um óleo canábico que é procurado para dores musculares intensas, espasmos da epilepsia, falta de apetite, insônia e outras questões; há estudos que apontam nessa direção e muitos pacientes relatam alívio.
Além do uso medicinal e terapêutico, a culinária canábica deixa você usar o azeite em qualquer preparo: brownies, biscoitos, massas, café e por aí vai.
Quanta maconha usar no azeite?
Na hora de fazer o azeite, a quantidade de maconha que você vai usar depende muito da sua tolerância e da potência da erva.
Quando estiver pronto, prove uma quantidade pequena para ver como bate. Não saia comendo muito, porque comestível pode levar até duas horas para fazer efeito. Para ter uma referência:
- Se você usar ½ onça (uns 14 g) de maconha com 14% de THC, cada colher de chá de azeite vai ter por volta de 40 mg de THC.
- Se você usar ¼ de onça (uns 7 g) de maconha com 14% de THC, cada colher de chá de azeite vai ter por volta de 20 mg de THC.
- Se não, use uma calculadora online para conferir a potência do azeite.

Erros mais comuns na infusão de maconha
Muita gente erra quando começa, mas são erros fáceis de evitar.
Primeiro: tem muita gente que esquece ou simplesmente ignora a descarboxilação, e acaba com uma infusão bem menos potente e eficaz.
Outros colocam maconha demais na mistura e terminam com uma infusão forte demais para usar.
Outro erro clássico é gastar a sua melhor erva, a de mais qualidade, em comestível. Dá para fazer comestível com prensado, folhas ou maconha já vaporizada.
Por fim, fique de olho enquanto a infusão rola. A receita é simples, mas é fácil esquecer algo no forno ou deixar a temperatura alta demais, e aí você fica com uma leva de azeite queimado ou, pior, com um princípio de incêndio na cozinha.
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