Por que a maconha dá sono? THC, terpenos, CBN e o jeito de fumar
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Por que a maconha dá sono? THC, terpenos, CBN e o jeito de fumar

Não é só a genética: a dose, a cura da erva e se você comeu ou fumou decidem se a brisa vira cochilo.

POR Redação CosechaLibre5 MIN DE LEITURA

A maconha dá sono principalmente por causa do THC, de terpenos como o mirceno e do CBN, que aparece quando o THC envelhece. A chance de bater aquela moleza aumenta quanto mais você fuma, se a erva está velha ou mal curada e se ela foi comida em vez de fumada. A ciência ainda não fechou a explicação completa, mas esses são os fatores que mais pesam.

Por que, quando eu fumo, me dá sono?

É muito comum quem fuma maconha dizer que às vezes (ou quase sempre) fica meio sonolento e até largado no sofá. Mas por que tanta gente sente esse cansaço com a erva? Do que depende quanto tempo dura a brisa, e por que ela pega mais forte em uns do que em outros? Olha alguns motivos:

Planta de maconha em floração dentro do grow

Canabinoides e terpenos: os principais suspeitos

A lógica aponta para esses dois grupos de compostos da maconha como os grandes responsáveis por esse efeito famoso. Vamos falar um pouco de cada um.

Canabinoides

A maconha tem mais de 113 canabinoides conhecidos, e é bem possível que vários ainda não tenham sido identificados, então ninguém descarta que existam mais.

Os canabinoides produzidos pela planta, os chamados “fitocanabinoides”, conseguem interagir com o sistema endocanabinoide (SEC) do corpo, a rede de receptores que regula sono, humor, apetite e dor. Os dois mais famosos são o THC e o CBD. O THC é o responsável pela brisa e também o principal culpado pelo efeito sonífero. Tem várias hipóteses sobre por que ele deixa a pessoa sonolenta (muitas envolvem a dopamina).

Já o CBD, junto com vários outros canabinoides, também foi associado à sonolência. Os resultados ainda não são conclusivos, mas alguns estudos apontam uma relação entre o CBD e mudanças no sono.

Terpenos

Os terpenos são menos conhecidos e não existem só na maconha: estão espalhados pela natureza toda. São eles que dão à cannabis, como a tantas outras plantas, essa variedade incrível de cheiros e sabores.

Acredita-se que o mirceno, um terpeno muito comum na maconha, poderia aumentar a permeabilidade da barreira hematoencefálica (o filtro que protege o cérebro). Isso, por sua vez, mudaria a velocidade com que os canabinoides atravessam essa barreira e, no fim, ampliaria seus efeitos.

Bud de maconha da genética Gorilla Ghost

A qualidade da maconha muda o efeito

A qualidade da erva pode fazer toda a diferença. Nem sempre é fácil definir qualidade, porque tem muito de subjetivo; mesmo assim, olhando como a maconha foi cultivada, curada e guardada dá para entender quanto tempo dura a brisa numa pessoa, por que em outra a maconha não faz efeito ou até se ela pode ajudar alguém a dormir.

Na reta final, depois da colheita, a secagem e a cura dos buds são muito importantes e podem definir o efeito. Buds colhidos um pouco mais cedo e curados em potes herméticos no escuro tendem a guardar mais THC. Já se os buds ficam mais tempo na planta, ou são curados em saco plástico exposto à luz, o THC pode se degradar e virar outros canabinoides, como o CBN, que segundo se acredita deixa a pessoa mais sonolenta. É daí que nasce a fama de que “maconha dá sono”.

Quanto você fuma

Nem precisa dizer: quanto mais você fuma, mais forte o efeito. Um pouquinho costuma dar uma brisa leve, que passa quase sem efeito colateral. Agora, emendar um bong atrás do outro te derruba, seja qual for a genética.

Além disso, se você fuma todo dia ou com muita frequência, o efeito pode ser cumulativo. Ou seja, uma sessão pesada de baseados aumenta a chance de bater sono e de você ficar naquela moleza constante.

Fumar ou comer: o método muda tudo

O jeito de consumir também pesa muito. Quando você fuma maconha, o que chega ao cérebro é o delta-9-THC. Ele é potente, mas se decompõe relativamente rápido, o que deixa o corpo se reequilibrar logo.

Já quando você come cannabis, o fígado transforma o delta-9-THC em 11-hidroxi-THC. Essa molécula é mais potente e mais difícil de o corpo metabolizar, e é por isso que os comestíveis de maconha têm efeito tão forte e duradouro e costumam deixar a pessoa sonolenta por mais tempo.

Como passar o sono e a brisa da maconha?

Se você já está na brisa e quer despertar, vale testar algumas saídas para baixar o efeito:

  • Experimente uma genética com CBD para suavizar a brisa do THC e clarear a cabeça.
  • Faça um pouco de exercício para o sangue circular e oxigenar. Isso ajuda a acordar.
  • Tome um café, que dá aquela injeção de energia.
  • Tome um banho, que também ajuda a despertar.
  • Evite afundar no sofá: fique ativo o máximo que der.
  • Converse com alguém para subir a energia.
  • Diminua a quantidade que você fuma ou consome. As microdoses são ideais para quem fuma com frequência e não quer ficar cansado.