Comidas que potencializam a brisa da maconha: mito e verdade
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Comidas que potencializam a brisa da maconha: mito e verdade

Manga antes do beck, chocolate, brócolis, castanhas: o que a fama diz, o que a ciência sustenta e onde a conversa é mais lenda que fato.

POR Redação CosechaLibre6 MIN DE LEITURA

Comidas que potencializam o THC

Algumas comidas têm fama de potencializar a brisa da maconha, principalmente as ricas em gordura e as que têm terpenos parecidos com os da planta, como a manga. Há estudos que apontam efeitos desse tipo, mas a evidência ainda é fraca e o resultado muda muito de pessoa pra pessoa. E a recíproca também vale: um dos efeitos mais conhecidos da maconha é abrir o apetite. 

Esse efeito pode ajudar muito pacientes que têm dificuldade pra comer por causa de remédios ou outros fatores. Tem paciente que diz até que a comida fica mais gostosa com a maconha. Um estudo com camundongos ligou essa sensação ao fato de que os canabinoides da maconha aguçam o olfato, que anda de mãos dadas com o paladar.

Se a maconha pode, sim, melhorar a experiência com a comida, descobertas recentes sugerem que algumas comidas também podem melhorar a experiência com a maconha.

A maconha tem muitos terpenos naturais que ajudam os canabinoides a interagir com o sistema endocanabinoide do corpo.

Manga

O mirceno é o terpeno mais abundante da maconha. E esse mesmo terpeno também aparece na manga, numa concentração bem alta. A ideia é que, comendo manga antes de usar maconha, o nível de mirceno no corpo sobe. Quando o THC e os outros canabinoides entram no corpo, o mirceno facilitaria a interação deles com os receptores canabinoides. Resultado, segundo quem defende a tese: uma brisa que bate mais rápido, mais forte e dura mais.

Chocolate

O chocolate tem um tipo de canabinoide próprio, a anandamida. Esse canabinoide também é produzido naturalmente pelo corpo, e acredita-se que seja o responsável por aquela euforia depois do exercício, a chamada “euforia do corredor”. Há estudos de laboratório que apontam que a anandamida freia a multiplicação de células de câncer de mama. Daí vem a fama de que, junto com a maconha, o chocolate reforçaria a euforia e o alívio da dor, mas a anandamida do chocolate é pouca e isso nunca foi comprovado em pessoas.

Brócolis 

O brócolis tem beta-cariofileno, um terpeno que se comporta como canabinoide e interage com os receptores canabinoides; há estudos que apontam ação dele sobre dor e inflamação. Essas são duas das razões mais comuns pelas quais pacientes procuram a maconha medicinal. A tese é que, somando maconha e uma boa porção de brócolis, o alívio da dor seria maior, mas isso ainda não foi demonstrado.

Castanhas e nozes

Castanhas e nozes fazem bem pro corpo em geral, mas também podem dar uma força no efeito da maconha. A ideia é que os ácidos graxos delas se liguem aos canabinoides e possam fazer a brisa bater mais rápido, além de ajudar a durar mais. O ideal é beliscar durante a brisa. 

Batata-doce

Tem gente que entra numa espiral de pensamento negativo quando está chapada. Se isso acontece com você, a batata-doce pode ser a sua comida. A tese é que as vitaminas da batata-doce ajudam o cérebro a produzir serotonina, o que poderia te ajudar a ficar de bom humor por mais tempo durante a brisa.

Cerveja

A cerveja pode aumentar o nível de THC no sangue, então álcool e maconha juntos tendem a dar uma brisa bem mais forte. Por isso mesmo, vá com calma: essa mistura é uma das que mais faz bater a bad e passar mal.

Tem muitos terpenos e canabinoides naturais que podem mudar o efeito da maconha e fazer você aproveitar melhor. Várias plantas e ervas, como tomilho, sálvia e louro, têm terpenos como linalol, limoneno e alfa-pineno, que podem intensificar os efeitos da maconha; há estudos que apontam que eles também podem trazer benefícios à saúde.

O que comer pra brisa bater mais forte?

Comer junto com a maconha pode mudar o jeito como o THC é absorvido e como o efeito aparece. Algumas comidas podem potencializar o THC, mas o resultado varia de pessoa pra pessoa. Algumas dicas sobre o assunto:

  1. Comidas ricas em gordura: o THC é lipossolúvel, ou seja, se dissolve em gordura. Comer alimentos com gordura boa, como abacate, castanhas, sementes ou azeite de oliva, pode aumentar a absorção do THC e potencializar o efeito.
  2. Manga: a manga tem mirceno, que se acredita interagir com o sistema endocanabinoide e poder intensificar o efeito do THC. Comer manga antes ou depois de usar maconha pode ajudar a potencializar a brisa.
  3. Cítricos: alguns estudos sugerem que cítricos, como laranja e limão, podem aumentar a atividade dos canabinoides no corpo. Consumir cítricos antes ou depois da maconha pode ajudar a intensificar o efeito do THC.
  4. Chá de ervas: fazer um chá com hortelã, camomila ou lavanda e juntar uma pequena quantidade de maconha pode ajudar a potencializar o efeito. A combinação dos compostos relaxantes das ervas com o THC pode deixar a experiência mais intensa.

Vale lembrar que a interação entre comida e THC é diferente pra cada pessoa. Além disso, consumir maconha em comida exige dose certa e preparo seguro. O recomendado é sempre buscar informação confiável e conversar com alguém que entende do assunto antes de sair testando combinações.

O que potencializa o THC de verdade?

Pra potencializar o efeito do THC no corpo, alguns fatores pesam mais. E, de novo, o resultado varia conforme a pessoa e a forma de uso.

  1. Dose certa: a quantidade de THC consumida muda a potência do efeito. Começar com pouco e ir aumentando aos poucos ajuda a chegar no efeito sem passar do ponto. Lembre que exagerar no THC pode dar ansiedade ou paranoia.
  2. Forma de uso: o jeito de consumir também muda a intensidade. Fumar ou vaporizar costuma dar efeito mais rápido e intenso, enquanto os comestíveis demoram mais pra bater, mas duram mais.
  3. Tolerância: com o tempo, o corpo cria tolerância ao THC, e aí é preciso mais pra sentir o mesmo efeito. Dar uma pausa na maconha (a famosa tolerance break) ajuda a baixar a tolerância e a brisa volta a bater como antes.
  4. Terpenos: os terpenos são os compostos aromáticos da maconha e acredita-se que influenciam o efeito. Há quem sugira que alguns, como o mirceno e o limoneno, potencializam o THC. Escolher genéticas ricas nesses terpenos pode deixar a brisa mais forte.

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