
CBD, CBG e CBN: qual a diferença entre esses canabinoides?
Os três vêm da mesma resina, mas nascem em momentos diferentes da vida da planta e têm usos bem distintos: um guia rápido pra não confundir.
CBD, CBG e CBN são canabinoides, compostos da resina da maconha com efeitos diferentes: o CBD é o mais abundante e não dá brisa; o CBN aparece quando o THC envelhece e é levemente psicoativo; o CBG é o precursor raro do qual nascem os outros. Mas, antes de comparar, vale entender o que é exatamente um canabinoide.
Em poucas palavras, os canabinoides são os compostos naturais que ficam nas glândulas de resina da planta de cannabis. Na prática, são conhecidos por uma série de efeitos terapêuticos e medicinais estudados.
Os canabinoides agem interagindo com o sistema endocanabinoide humano, e há estudos que apontam alívio de dor, redução da ansiedade, controle de convulsões e alívio de náusea. Também são estudados como anti-inflamatórios e em problemas de pele, como eczema e erupções.
Cada canabinoide tem propriedades próprias, mas eles também podem agir em sinergia, ajudando o corpo a aproveitá-los de forma mais eficiente.
Quais são as diferenças entre CBD, CBG e CBN?
CBD
Junto com o tetra-hidrocanabinol (THC), o canabidiol (CBD) é o canabinoide mais famoso, principalmente porque é abundante na planta. No cânhamo, é o mais abundante de todos.
A fama do CBD também vem do fato de ser procurado para dor e inflamação sem o efeito psicoativo do THC. Por isso costuma ser visto como “mais seguro” de consumir. Também é o canabinoide mais barato de extrair e produzir legalmente, o que faz dele uma opção comercial popular.
Tanto que um medicamento à base de CBD foi aprovado pela FDA, a agência de alimentos e medicamentos dos Estados Unidos, para tratar certos tipos de epilepsia com convulsões difíceis de controlar.
Em geral, o CBD é encontrado em óleos, gomas, cápsulas, tópicos e mais. É procurado principalmente como anti-inflamatório, para melhorar o sono, contra a ansiedade, para convulsões e espasmos, no tratamento de dependências e para aliviar dores.
CBN
Apesar da fama do CBD, o canabinol (CBN) foi na verdade o primeiro canabinoide descoberto, lá pelos anos 1930. A planta não o produz diretamente: ele se forma conforme o THC se degrada, com o tempo ou pela exposição ao calor e ao oxigênio. Tem algum efeito psicoativo, mas pesquisas indicam que o CBN tem só um quarto da potência do THC.
O CBN é procurado como anti-inflamatório, para aliviar dor, estimular o crescimento ósseo e melhorar a qualidade do sono.
CBG
O canabigerol (CBG) vem do ácido canabigerólico (CBGA), conhecido como a “mãe de todos os canabinoides”. Todos os canabinoides de que falamos acima começam como CBGA e vão se transformando quando expostos à luz e ao calor.
O CBG é raríssimo e aparece em menos de 1% na maioria das maconhas. Por isso exige uma extração delicada, o que o torna valioso e caro. Mesmo assim, há produtores de cânhamo tentando desenvolver genéticas que produzam naturalmente muito CBGA, sem que ele vire outra substância. O trabalho ainda está no começo, mas já deu resultados promissores.
Entre os benefícios estudados do CBG estão a regeneração da microbiota da pele, o alívio de dor e o relaxamento muscular, além de propriedades anti-inflamatórias, ansiolíticas e antidepressivas. Também é pesquisado no glaucoma, tem propriedades neuroprotetoras e antibacterianas e é estudado como estimulante do apetite em pacientes com HIV ou com transtornos alimentares.
Mesmo com o CBD e esses outros canabinoides ganhando espaço, é importante se informar bem e consultar um profissional antes de usar qualquer um deles. Um produto à base de canabinoides não funciona só porque contém determinada substância: ele precisa ser bem formulado, ter ingredientes de qualidade e ser pensado para um objetivo específico.
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